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    Volume dos Rios


    Nível dos rios no Amazonas está acima da média, diz Sema

    Apesar do nível dos rios ser considerado alto para o período, ainda não é possível afirmar se haverá uma grande cheia, diz assessor da Sema

    De acordo com o assessor de Recursos Hídricos da Sema, José Carlos Monteiro de Souza, as cotas dos rios neste mês estão acima das curvas de permanência de 5% diário.
    De acordo com o assessor de Recursos Hídricos da Sema, José Carlos Monteiro de Souza, as cotas dos rios neste mês estão acima das curvas de permanência de 5% diário. | Foto: Divulgação

    Manaus - Dados de boletins hidrometeorológicos divulgados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), apontam um aumento significativo no nível dos rios Negro, Solimões e Madeira em 2019. Na primeira semana do ano, entre os dias 1º e 7, os níveis dos rios subiram e estão acima da cota, em comparação ao mesmo período em 2018.

    Segundo o boletim, em Manaus, o rio Negro subiu 49 centímetros e está 206 cm acima em comparação ao mesmo período do ano passado.

    Em Manacapuru, o rio Solimões teve crescimento de 41 cm e está 190 cm acima do nível registrado em 2018. Já o rio Madeira, em Humaitá, subiu 20 cm e está 149 cm acima em relação ao mesmo período do ano passado.

    De acordo com o assessor de Recursos Hídricos da Sema, José Carlos Monteiro de Souza, as cotas dos rios neste mês estão acima das curvas de permanência de 5% diário.

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    "Isto é motivado pelo aumento das chuvas nas calhas dos rios Purus, Madeira, Juruá e Negro, que estão com nível das águas considerados altos para o período, mas ainda não é possível afirmar se teremos uma grande cheia neste ano. Continuaremos analisando os dados pelos próximos meses", disse. "

    José Carlos Monteiro de Souza, Assessor de Recursos Hídricos da Sema

    O Serviço de Monitoramento Hidrológico (SMH) é feito por nove das 22 estações telemétricas instaladas nos municípios de Manaus, Tabatinga, Manacapuru, Itacoatiara, Tefé, Humaitá, Lábrea, São Gabriel da Cachoeira e Eirunepé, coordenadas pela secretaria.

    As unidades transmitem para a Sala de Situação do órgão, via satélite, dados como nível, vazão e precipitação, que podem ser consultados, também, no site da Agência Nacional de Águas (ANA).

    O monitoramento é um dos importantes suportes técnicos de prevenção de eventos críticos, como inundações, secas e tempestades
    O monitoramento é um dos importantes suportes técnicos de prevenção de eventos críticos, como inundações, secas e tempestades | Foto: Divulgação

    Sala de Situação

    Consiste em um centro de gestão de situações críticas e conta com um quadro de especialistas em recursos hídricos e equipamentos sofisticados. Do local, além dos sistemas de alerta, também são emitidos avisos em casos de anormalidade hidrológica em algum rio.

    Na sala também é realizado o monitoramento meteorológico com apoio do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por intermédio das páginas online dos órgãos, que prestam informações em tempo real.

    Análise diária

    O Governo do Amazonas passou a divulgar, em 2018, boletins hidrometeorológicos diários de alertas de precipitação de chuvas, cheia e vazante dos rios Negro, Amazonas, Solimões, Purus, Juruá e Madeira no site da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) (www.meioambiente.am.gov.br).

    O monitoramento é um dos importantes suportes técnicos de prevenção de eventos críticos, como inundações, secas e tempestades. O trabalho faz parte do Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão) firmado pela ANA com o Governo do Amazonas e conta com uma série de recursos.

    Funciona de segunda a sexta-feira, utiliza uma linguagem de fácil análise com o uso de mapas das cidades, quadros de cotagramas dos níveis de água.

    Os dados são enviados diariamente via e-mail para organizações que trabalham ações de mitigação, como a ANA, Defesa Civil do Amazonas, Corpo de Bombeiros, Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Marinha do Brasil, Departamento de Mudanças Climáticas e Unidades de Conservação (Demuc), Fundação Amazonas Sustentável (FAS), secretarias de Meio Ambiente dos 62 municípios, Fundação Rede Amazônica e Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH).

    *Com informações da assessoria

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