Extração Ilegal


Empresário é condenado por lavagem de madeira em esquema ilegal no AM

Sócio e administrador da empresa Amazon Brasil foi condenado a mais de quatro anos de prisão

O empresário inseriu informações falsas no sistema de controle florestal | Foto: Divulgação

Manaus- A Justiça Federal condenou o sócio e administrador da empresa Amazon Brasil Indústria e Comércio de Madeiras Ltda., Rogério de Souza Almeida, a quatro anos, três meses e dez dias de prisão, sem substituição por pena restritiva de direito, pelo crime de lavagem de bens e capitais (madeira) relacionado à extração e a comercialização ilegal de madeira no sul do Amazonas. O empresário também foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 54,3 mil. A sentença é a primeira pronunciada no domínio da Operação Arquimedes, deflagrada em 25 de abril de 2019, e coordenada no Ministério Público Federal (MPF) pelo procurador da República Leonardo de Faria Galiano.

De acordo com a ação penal do MPF, Rogério de Souza Almeida inseriu informações falsas no sistema de controle produto florestal (sistema DOF) e, com isso, recebeu créditos indevidos de madeira em tora de espécies diversas, entre o período de outubro de 2013 e janeiro de 2014.

Durante as investigações, o MPF constatou que os créditos eram utilizados para acobertar madeira extraída ilegalmente em áreas não autorizadas, introduzindo no mercado mais de 1,1 mil metros cúbicos de produtos florestais de origem criminosa como se fossem legalizados, equivalente a cerca de 40 caminhões carregados.

Fiscalizações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) mostraram que a movimentação de madeira registrada no sistema DOF era incompatível e fictícia, e gerava créditos expressivamente superiores àqueles decorrentes da efetiva exploração do plano de manejo. Diálogos interceptados com autorização judicial durante as investigações também reforçam a forma de atuação do denunciado, no sentido de acobertar atuações ilícitas na atividade madeireira.

*Com informações da assessoria