Fonte: OpenWeather

    Consequências


    Atualizações sobre as consequências do aquecimento global

    Saiba como os eventos ao redor do mundo são causados pelo aquecimento global

    A temperatura média ao redor do mundo aumentou 0,74°C no último século | Foto: Divulgação

    Não é preciso ser um especialista no assunto para perceber que o clima vem mudando ao longo das últimas décadas, tornando as regiões mais quentes. Estima-se que a temperatura média ao redor do mundo aumentou 0,74°C no último século.

    A diferença parece ser pequena, mas, na verdade, é muito significante. A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que precisamos ficar atentos para que tal aumento não ultrapasse 1,5°C em relação ao nível existente antes da Era Industrial.

    Com dados tão assustadores, você sabe quais são as principais consequências do aquecimento global atualmente? Confira abaixo:

    Degelo acelerado das massas glaciais

    Com um ecossistema extremamente sensível e frágil, o Ártico tem sido o local que mais sofre com o aquecimento global. Um dos principais motivos é o derretimento do permafrost, solo característico da região, sendo composto principalmente por terra, gelo e rochas.

    Com um índice de degelo maior que o habitual, o solo tem tido problemas como erosão e até desmoronamentos. 

    Indiretamente envolvido, há também o fitoplâncton, organismos microscópicos que são responsáveis por suprir quase metade do oxigênio do mundo. Para sua proliferação, eles necessitam de luz e nutrientes. Como há menos terras e mais água, dispõem de mais espaço para crescer, liberando maiores quantidades de DMS, um gás que contribui para a formação de nuvens.

    Áreas costeiras inundadas

    Com o grande volume de água que retorna aos oceanos devido ao degelo das massas glaciais, o nível do mar também é alterado.

    Quem mais sofre com tal evento são as comunidades ribeiras e cidades próximas ao litoral. O continente que corre o maior risco de ser afetado é a Ásia, especialmente China, Índia, Indonésia, Vietnã e Tailândia.

    Até o ano passado, estimava-se que o nível do mar estava 8 cm acima da média, passando a subir cerca de 4 mm ao ano desde 2006. Se esse número já é preocupante, saiba que ele pode aumentar até 100 vezes até o próximo século.

    Eventos climáticos mais intensos

    Com o aquecimento global, aumentou-se também a intensidade dos eventos climáticos, mostrando o quão impotente o ser humano é diante da natureza.

    Um dos mais recentes foi a série de queimadas na Austrália. O país teve seu ano mais quente desde que começou a medir suas temperaturas, no século 20. Estima-se um aumento de 1,5°C em relação à média das décadas anteriores.

    Outro exemplo é a megatempestade que assola a Europa. Apelidada de Ciara pelos ingleses, e Sabine, na Alemanha, tem interrompido milhares de voos e deixado todos em estado de alerta com seus ventos de até 150 km/h.

    Migrações incomuns de animais

    Está errado quem pensa que os humanos são os únicos que sofrem com as alterações climáticas, pois os animais também o fazem.

    Recentemente, houve um caso polêmico em Portugal: os robalos estão cada vez mais escassos devido às temperaturas mais quentes da água. Simultaneamente, houve um aumento significativo da espécie na Noruega, de águas mais frias e amenas.

    Desertificação de áreas antes férteis

    Com o fenômeno do aquecimento global, o solo também é afetado, ficando mais frágil e enfraquecido.

    Temos exemplos atuais aparecendo em alguns países da Europa. O evento não era tão raro na Espanha e em Portugal, próximos ao Mediterrâneo. Entretanto, começam a surgir na Hungria, na Europa Central. Uma das áreas mais afetadas é o Parque Nacional Kiskunság, considerado uma reserva da biosfera pela UNESCO.

    Indústria agropecuária extremamente poluente

    O carro-chefe da economia brasileira é prejudicial, e muito, ao meio ambiente. Estima-se que o setor seja responsável por, ao menos, 72% das emissões de gases do efeito estufa no Brasil. Em seguida, vem o setor dos transportes, com “apenas” 11% do total.

    Fazendo uma comparação, o setor do agronegócio brasileiro sozinho polui mais que o Japão inteiro.

    *Com informações da assessoria