Semana do Meio Ambiente


'Semana Verde Sema' inicia com respostas à emergência ambiental no AM

Secretários da Amazônia Legal realizam programação 100% virtual, com palestras e debates junto a especialistas na temática ambiental e seus desdobramentos socioeconômicos no Amazonas

A Semana do Meio Ambiente iniciou nesta segunda-feira (1)
A Semana do Meio Ambiente iniciou nesta segunda-feira (1) | Foto: Reprodução

 

Manaus – Começou a “SemanaVerdeSema” realizada pela Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas (Sema) neste 1◦ de junho e teve a transmissão com o tema “Por que estamos em emergência ambiental?", com o secretário estadual da Sema, Eduardo Taveira e o diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente. Ambos ressaltaram sobre as forças do Estado do Amazonas em proteção ao meio ambiente. 

Por transmissão nas redes sociais, Juliano Valente e Eduardo Taveira ressaltaram que o momento é de esclarecer as ações voltadas para este momento em que o Governo do Amazonas decretou situação de emergência. 

A programação será online
A programação será online | Foto: Divulgação

“Esse momento serve como prestação de contas dos nossos trabalhos. Somos cidadãos preocupados com a nossa realidade. Estamos nessa situação de emergência ambiental e vamos voltar a situação que vivemos no ano passado. Muitos confundem a Amazônia com o Amazonas. Ficou latente de como o mundo nos vê. Esse cenário nos leva a fazer o que estamos fazendo agora que é trabalhar preventivamente”, ressaltou Juliano.

O diretor-presidente do Ipaam enfatizou em números que de janeiro à abril há um percentual que deve ser considerado. Em 2019, nos primeiros quatro meses haviam 114 quilômetros de área desmatada contra 183 quilômetros no mesmo período de 2020. “Isso nos deu um alerta. São 61% do desmatamento no Amazonas”, declarou.

O lugar de maior concentração de queimadas e desmatamento é na região Sul do Amazonas, onde compreende as fronteiras com Rondônia, Acre e Mato Grosso. Cerca de 90% do desmatamento é concentrado ali, ressaltaram. 

“Isso fez com que nós decretássemos o alerta ambiental. O processo que culmina com as queimadas acontece neste período. Fazendo a ação agora para conter o desmatamento, é possível termos uma diminuição de queimadas no mês de agosto. Fomos o primeiro Estado a decretar, começamos no primeiro ciclo. Com isso, nosso objetivo é prevenir”, 

O uso das Forças Armadas contra o desmatamento, assinada na última quinta-feira (28) pelo presidente Jair Bolsonaro também foi destacado na discussão. 

“O exército passa a ter poder de polícia nos lugares que o Amazonas destacou como lugar de emergência. Temos apoio de todas as forças contra o desmatamento. Há uma organização totalmente complexa em combate ao crime”, disse Juliano. 

Outro ponto destacado é sobre o enfrentamento da ilegalidade e grupos criminosos no Amazonas. “Além da Covid-19, estamos trabalhando com estratégias de separar o joio do trigo, com legalidade e acesso rápido para a legalidade ambiental. Vamos trabalhar com o rigor da lei com relação à ilegalidade. Mesmo com a pandemia nós estamos agindo”, afirmou Taveira. 

Ações para o meio ambiente

Órgãos trabalham em parceria contra crime ao meio ambiente
Órgãos trabalham em parceria contra crime ao meio ambiente | Foto: Arquivo Em Tempo

Em abril deste ano as ações de combate às queimadas e desmatamento ilegal no Amazonas  foram adiantadas para reforçar o enfrentamento efetivo de ilícitos ambientais. A Sala de Situação da Sema foi restabelecida para auxiliar as equipes de campo do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) no combate aos crimes ambientais.

A "Sala de Situação" funciona como um centro integrado da Sema e Ipaam no monitoramento diário dos níveis dos rios, pluviométricos, bem como de desmatamento e queimadas. A sala precisou interromper as atividades presenciais por conta das medidas emergenciais para contenção do coronavírus e foi restabelecida seguindo os protocolos e orientações do Ministério da Saúde.

Em maio, o Ipaam encerrou o período de restrições de atividades de exploração florestal licenciadas pelo órgão. A legislação prevê que, durante um tempo, o detentor que possui a licença não pode explorar para não danificar a floresta. Quando termina este período de restrição, eles podem fazer a extração de madeira de forma sustentável, o que minimiza os impactos na hora da extração.