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    Águas do Rio Tarumã-Açu são monitoradas pelo Ipaam e UEA

    A ação teve o objetivo de investigar o impacto das atividades humanas nas águas do Tarumã-Açu

     

    A apuração do monitoramento desempenhada apontará se há, atualmente, consequências prejudiciais na qualidade da água ou se a bacia do Tarumã está conseguindo realizar o processo de autodepuração
    A apuração do monitoramento desempenhada apontará se há, atualmente, consequências prejudiciais na qualidade da água ou se a bacia do Tarumã está conseguindo realizar o processo de autodepuração | Foto: Jeovana Torres / IPAAM

    Manaus (AM)- As águas do Rio Tarumã-Açu receberam uma operação de monitoramento do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), através do Acordo de Cooperação Técnica com o grupo de pesquisa de Química Aplicada à Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

    Em trabalho conjunto, a equipe esteve na região da bacia do Tarumã-Açu, recolhendo amostras da água a partir de cinco pontos específicos, entre eles, o Igarapé do Praciano e a Praia Dourada.  

    A escolha das localidades foi definida a partir de um histórico de dados coletados em ações passadas, tendo em vista o fluxo maior de pessoas e funcionamento das áreas de lazer em finais de semana, principalmente, aos domingos. A ação teve o objetivo de investigar o impacto das atividades humanas nas águas do Tarumã-Açu. 

    As amostras coletadas hoje permitirão a análise de parâmetros como turbidez, condutividade, ph, oxigênio dissolvido em miligramas e porcentagem, temperatura da água e do ar, além de outros vinte e dois critérios que serão averiguados nos laboratórios da UEA, com acompanhamento dos técnicos do Ipaam.

    A apuração do monitoramento desempenhada apontará se há, atualmente, consequências prejudiciais na qualidade da água ou se a bacia do Tarumã está conseguindo realizar o processo de autodepuração, ou seja, manter a capacidade de se restabelecer a partir de mecanismos naturais.

    O gerente de Recursos Hídricos do Ipaam, Sérgio Martins, ressaltou a necessidade de se enxergar o problema ambiental além dos flutuantes, pois na região do Tarumã-Açu existem inúmeras variáveis que atingem diariamente o fluxo hídrico do local.

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    Não podemos aqui crucificar apenas os flutuantes. São várias atividades que rodeiam esse local. Hotéis, aterros controlados, indústrias, cemitérios, desmatamento da mata ciliar, tudo isso contribui na qualidade da água "

    Sérgio Martins, gerente de Recursos Hídricos do Ipaam

     

    Sérgio Martins destacou, ainda, a importância da parceria entre UEA e o Instituto, e no que diz respeito ao desenvolvimento das competências de gestão hídrica para melhor atender e conscientizar a população, além de simultaneamente, proteger, bem como preservar as águas da região.

    Os resultados finais das amostras recolhidas, neste domingo serão divulgados nos próximos dias. 

    O Acordo de Cooperação Técnica entre Ipaam e UEA está sendo desenvolvido pelos técnicos do Instituto e o grupo de pesquisa “Química Aplicada à Tecnologia” da Escola Superior de Tecnologia (EST). A previsão é de que a parceria estenda as pesquisas hídricas por toda orla da capital, e futuramente aos demais rios do estado amazonense.

    A ação contou com a participação de três técnicos da Gerência de Recursos Hídricos (GERH) do Ipaam e três pesquisadores do grupo advindo da Escola Superior de Tecnologia (EST) da UEA.

    *Com informações da assessoria

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