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    Continente da Zelândia


    Na região da Austrália e Nova Zelândia, um continente dorme no mar

    28104006146103.jpg Por 375 anos, a Zelândia, atualmente considerada como o oitavo continente do planeta, esteve escondida às vistas de todas as pessoas, e hoje seus maiores segredos continuam submersos em pouco mais de dois quilômetros de profundidade, dentro do mar

     

    A exploração sobre a desconhecida região do globo começou por volta de 1642.
    A exploração sobre a desconhecida região do globo começou por volta de 1642. | Foto: Live Science/Reprodução

    Por 375 anos, a Zelândia, atualmente considerada como o oitavo continente do planeta, esteve escondida às vistas de todas as pessoas, e hoje seus maiores segredos continuam submersos em pouco mais de dois quilômetros de profundidade, dentro do mar. As informações são da National Geographic.

    Por séculos era visto como uma utopia supostamente existente no Hemisfério Sul, logo revelou-se como “mãe” de uma série de ilhas, que agora correspondem apenas a 6% da antiga extensão total do continente que ja existiu, mas está submerso.

    A exploração em busca desse lugar começou por volta de 1642, quando o marinheiro holandês Abel Tasman iniciou uma missão para confirmar uma antiga crença europeia.

    Segundo as lendas, uma massa de terra, posteriormente chamada de Terra Australis, contrabalanceava a Europa no sul e indicava uma grande faixa territorial habitável que seguia escondida.

    Tasman zarpou em 14 de agosto de Jacarta, na Indonésia, em direção à Nova Zelândia, mas conflitos com tribos maoris e embates contra tripulações holandesas resultaram no fracasso total da expedição, com o explorador retornando para casa sem sequer ter posto os pés em terra firme e anunciando a desistência de encontrar a massiva faixa de terra.

    Logo, a Zelândia voltaria a ser esquecida e novas pistas surgiriam apenas 250 anos depois.

    As primeiras pistas reais

    Em 1895, o naturalista escocês Sir James Hector, que participou de várias explorações na porção sul da Nova Zelândia, identificou os primeiros sinais de existência do continente ao realizar estudos geológicos. Segundo o pesquisador, a ilha seria “o resquício de uma cadeia de montanhas que formava a crista de uma grande área continental que se estendia ao sul e a leste, e que agora está submersa...”.

     

    A exploração sobre a desconhecida região do globo começou por volta de 1642.
    A exploração sobre a desconhecida região do globo começou por volta de 1642. | Foto: Live Science/Reprodução

    Novos avanços no estudo ocorreriam apenas na década de 1960, quando o termo “continente” ganhou classificação e definição por especialistas da área. De acordo com Nick Mortimer, geólogo do GNS Science, um continente seria um território de grande elevação, grande variedade de rochas e crosta espessa que “não pode ser simplesmente um pedacinho”, ou seja, tem que ser grande.

    Por volta de 1995, quando o continente foi oficialmente chamado de Zelândia por Bruce Luyendyk, a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar entrou em vigor, afirmando tratados sobre mar territorial, zona econômica exclusiva, plataforma continental e outros, estabelecendo os princípios gerais da exploração dos recursos naturais e criando o Tribunal Internacional do Direito do Mar.

    Dessa forma, especialmente após a análise de dados de satélite, a Zelândia tornou-se oficialmente visível e revelou ter 94% de sua área submersa, sem desrespeitar todas as principais convenções formalizadas pelo Tribunal.

    A formação da Zelândia

    Originalmente, a Zelândia era parte do antigo supercontinente de Gondwana, formado há cerca de 550 milhões de anos.


     

    A exploração sobre a desconhecida região do globo começou por volta de 1642.
    A exploração sobre a desconhecida região do globo começou por volta de 1642. | Foto: National Geographic/Reprodução

    De acordo com Rupert Sutherland, da Victoria University of Wellington (Austrália) encontrar registros fósseis na área é extremamente desafiador, devido à impossibilidade de coletar artefatos no fundo do mar, mas a região seria repleta de vestígios especiais. Na verdade, os fósseis mais úteis e distintivos são aqueles que se formam em mares muito rasos”, diz Sutherland. Porque eles deixam um registro — existem zilhões e zilhões de fósseis minúsculos, bem minúsculos, bastante distintivos.”, completa o pesquisador.

    É muito difícil fazer descobertas quando tudo está a 2 km debaixo d'água, e as camadas que você precisa analisar também estão a 500 metros abaixo do leito oceânico. É realmente desafiador sair e explorar um continente como esse. Então, é preciso muito tempo, dinheiro e esforço para embarcar e pesquisar as regiões.”, conclui Sutherland.

    *Com informações da National Geographic

    Matéria original de André Luís Custódio 

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