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    Amazônia


    Estratégias para COP26 são ajustadas com Embaixada da Noruega e o MMA

    Durante reuniões em Brasília, Amazonas apresentou perspectivas para a redução de emissão de carbono na Amazônia e pautas para a COP26

     

    Agenda em Brasília ocorre em alinhamento pré-COP26
    Agenda em Brasília ocorre em alinhamento pré-COP26 | Foto: Divulgação

    BRASÍLIA - O Amazonas esteve presente em Brasília e apresentou perspectivas para a redução de emissão de carbono na Amazônia. A reunião ocorreu nesta quinta-feira (14) com o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, o novo embaixador da Noruega no Brasil, Odd Magne Ruud, e o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. Na ocasião, os representantes abordaram temas estratégicos pré-Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática de 2021, a COP26, que ocorre em novembro, em Glasgow, Escócia.

    “A embaixada da Noruega tem um papel importante no financiamento da agenda climática na Amazônia. Por isso, fomos apresentar ao novo embaixador os esforços que o Governo do Estado do Amazonas tem feito em relação às questões relacionadas à redução de emissões. Também apontamos desafios para o financiamento de novos mecanismos de desenvolvimento para nossa região, mais compatíveis com a nossa realidade”, disse Eduardo Taveira.

      Na reunião, o secretário compartilhou informações e visões, sobre a participação dos estados do bioma na COP26, os desafios da transição para a bioeconomia, oportunidades do mercado voluntário de carbono de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), os principais elementos do Plano de Ação de Manaus e o anúncio da realização da Reunião Anual da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force) em Manaus, em fevereiro de 2022.  

    Mercado de carbono

    Na reunião com o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, o secretário Eduardo Taveira buscou alinhamento e posicionamento sobre temas como o REDD+, o  Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o reconhecimento de posse pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em terras do sul do Amazonas. O encontro proporcionou ainda um alinhamento dos titulares de Meio Ambiente sobre temas da COP26.

    "Com o ministro Joaquim Leite, tratamos da agenda da COP, em especial do posicionamento do Brasil sobre o REDD+. O REDD+ é um mecanismo extremamente importante que pode alavancar a comercialização de créditos de carbono e é importante que a gente tenha um alinhamento com o Governo Federal para a defesa dessa estratégia, para que a Amazônia seja beneficiada”, disse o secretário.

    No dia 6 de outubro, o Amazonas recebeu a confirmação de que está apto a participar da coalizão para receber apoio financeiro pela redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE). 

    O Estado teve sua proposta selecionada com base em sua capacidade para atender aos requisitos do ART-TREES – programa autônomo e independente que desenvolve e administra procedimentos padronizados para creditar reduções e remoções de emissões de grandes programas nacionais ou subnacionais de REDD +. O ART-TREES pode garantir a captação de até 10 dólares por tonelada de carbono que deixa de ser emitida. 

    De acordo com Eduardo Taveira, o maior desafio do Amazonas é conciliar a pauta ambiental com a redução da pobreza. “Esse alinhamento é fundamental para que a Amazônia seja a principal beneficiada com a conservação da floresta por meio de mecanismos como o REDD+”, afirmou.

    Essa é uma das principais preocupações do governador Wilson Lima para a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). “Nosso desafio é encontrar esses caminhos para conservação ambiental que sejam também mecanismos de redução de pobreza. É isso que a gente tem feito e é o encaminhamento que a gente tem das agendas que foram feitas agora em Brasília”, acrescentou. 

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    *Com informações da assessoria