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    COMIC CON 2018


    Oi aposta em união entre segurança e tecnologia na Comic Con 2018

    Modelo é similar ao que foi apresentado pelo governador eleito do Amazonas, Wilson Lima, durante a campanha eleitoral para o pleito de 2018

    Todo o sistema de telecomunicações da Comic Con foi desenvolvido e trabalhado pela Oi pela metodologia da Internet das Coisas (IoT) | Foto: Divulgação/Oi

    São Paulo (SP) - Implantar um sistema geral de identificação de placas de carros, para que, se detectada a restrição de roubo ou furto de um carro e ele passar por uma das principais avenidas de Manaus, ser identificado com rapidez e auxilie na atuação da polícia. Esta foi uma das propostas apresentadas pelo então candidato e hoje governador eleito do Amazonas, Wilson Lima, durante a campanha eleitoral para o pleito de 2018. 

    Embora muitos achem a proposta apresentada por Lima algo tecnológico demais para ser adequado à realidade do Amazonas, a ideia já é realidade e, inclusive, foi apresentada no stand da Oi na Comic Con Experience 2018, que acontece na São Paulo Expo desde esta quinta-feira (6) até domingo (9). O sistema de segurança por reconhecimento facial foi desenvolvido em parceria com a multinacional chinesa Huawei.

    O sistema consiste em realizar reconhecimento facial da população através de câmeras de segurança espalhadas por todo o ambiente, tanto da cidade como de uma empresa. De acordo com o diretor de eLTE da Huawei para a América Latina, Ricardo Bovo, o modelo pode ser trabalhado de diversas formas, integrando todos os setores que precisam de reconhecimento facial, como a segurança pública, a saúde, e outros.

    "Imagine, por exemplo, que um idoso passa mal na rua e cai no chão, sem identificação. Se alguém chama uma ambulância para socorrê-lo, os socorristas conseguirão ter a identidade dele através de um banco de dados prévio. Uma foto, que pode ser comparada com uma outra foto de arquivo, que pode puxar uma ficha médica por exemplo. Isso vai impedir que, se ele for diabético, seja medicado com um soro glicosado, que pode causar a sua morte, suponhamos", afirma o representante.

    Sistema de monitoramento para vigilância foi desenvolvido em parceria com a Huawei. Nele, mapas e câmeras fazem toda a vigilância de uma cidade
    Sistema de monitoramento para vigilância foi desenvolvido em parceria com a Huawei. Nele, mapas e câmeras fazem toda a vigilância de uma cidade | Foto: Lucas Vítor Sena/EM TEMPO

    Segurança pública

    Na área de segurança pública, o padrão a ser implantado é que as câmeras de segurança façam o reconhecimento de bandidos que tenham acabado de praticar assaltos em uma loja de grande movimentação comercial, a exemplo da avenida Eduardo Ribeiro, no Centro de Manaus.

    Além disso, o sistema poderá ter acesso ao banco de dados de indivíduos procurados pelo sistema de segurança pública estadual, o que facilitaria a abordagem policial. Os agentes do sistema de segurança, como policiais militares, por exemplo, fariam o patrulhamento com rádios com câmeras. "Se a PM aborda uma pessoa que tem características de criminoso, pede o documento e a pessoa diz que não tem, o policial pode fazer uma foto com o rádio. O sistema vai fazer o reconhecimento facial, e aí vai poder dizer qual a identificação daquela pessoa e se existe algo contra ela", comenta.

    "Se acontecer um assalto, por exemplo, quem estiver monitorando vai poder entrar em contato com a Polícia Militar, informar a situação que está acontecendo, e ainda poder dizer qual a melhor forma e local para abordar o criminoso. em potencial Na abordagem, ele ainda pode ser informado se existe alguma ficha criminal contra aquele indivíduo", completa Ricardo Bovo.

    De acordo com o diretor de Operações B2B da Oi, Leonardo Henrique, o sistema também é capaz de cadastrar padrões que sejam considerados uma ameaça em potencial e que valham a pena um monitoramento, a partir de um padrão que já foi demonstrado nas câmeras de segurança.

    "O sistema pode detectar um comportamento, por exemplo, de alguém apontar a mão na cara de alguém. Pode ser que a pessoa esteja com uma arma, pode ser que não seja. Mesmo assim, o sistema vai emitir um alerta para que quem esteja monitorando as câmeras de segurança dê uma atenção especial àquela situação", salienta.

    Em seu stand na Comic Con 2018, operadora levou facilidades de planos corporativos, como o Oi Fibra
    Em seu stand na Comic Con 2018, operadora levou facilidades de planos corporativos, como o Oi Fibra | Foto: Divulgação/Oi

    Custos de implantação

    A ideia é que toda a rede de internet do sistema de monitoramento por câmeras seja fornecida por fibra ótica. Segundo o diretor de Infraestrutura da Oi, Gustavo Brambila, não há um custo preciso para a implantação do sistema, que pode ser usado tanto no setor público como no setor privado.

    "Se a cidade já contar com um sistema de câmeras, os custos a serem demandados serão justamente os de implantação de outras câmeras. Mas isso, a depender da realidade local, não deve demorar. O tempo de implantação, inclusive, é de poucos dias, com a interligação de todo o sistema", completa Brambila.

    O sistema, de acordo com Ricardo Bovo, já está funcionando em várias cidades do mundo, como Xangai e Shenzhen, na China. "Acredito que uma cidade inteligente é, antes de tudo, uma cidade segura. As pessoas podem achar que é um sistema caro, mas a longo prazo, não é. É um sistema funcional, e para toda a segurança que ele vai proporcionar, é barato até demais", finaliza.

    *O jornalista viajou a convite da Oi.

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