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    Ciência


    UEA pesquisa ozonoterapia para tratamento de feridas

    Você sabe o que é ozonoterapia? É um tipo de tratamento que usa o oxigênio ozônio para tratamento de feridas em pacientes. Foi descoberto há mais de um século e tem sido utilizado desde a Primeira Guerra Mundial.

    Uea assina termo de cooperação com Associação Brasileira de Ozonoterapia
    Uea assina termo de cooperação com Associação Brasileira de Ozonoterapia | Foto: Divulgação

    Manaus - Você sabe o que é ozonoterapia? É um tipo de tratamento que usa o oxigênio ozônio para tratamento de feridas em pacientes. Foi descoberto há mais de um século e tem sido utilizado desde a Primeira Guerra Mundial. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina estabeleceu a ozonoterapia como procedimento experimental e, com isso, os tratamentos médicos baseados nessa abordagem precisam ser estudados, seguindo critérios definidos pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

    Atenta a essa resolução, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio do Laboratório de Pesquisa em Estomaterapia (LABEST), assinou, na manhã desta segunda-feira (10), o Termo de Cooperação Técnica com a Associação Brasileira em Ozonioterapia (ABOZ) com o objetivo de realizar pesquisas científicas e protocolos clínicos para avaliar a eficácia e segurança do oxigênio ozônio em pacientes com feridas crônicas.

    Pacientes do Amazonas

    O Amazonas possui um grande número de pessoas em tratamento de úlceras diabéticas, úlceras venosas e lesões ocasionadas por acidente ofídico, sendo assim, com a realização dos estudos pela universidade a sociedade terá uma nova alternativa no tratamento dessas doenças, que na grande maioria são lesões complexas de difícil cicatrização.

    Estudos no Brasil 

    No Brasil ainda são poucos os estudos nessa área. No Norte do Brasil, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), será a primeira da região a realizar estudos científicos com tamanha magnitude. “Aqui no Brasil nós estamos na fase de legalização e algumas áreas ainda precisam de estudos científicos. Com a universidade fazendo estudos multicêntricos, realizando projetos de pesquisa, captando recursos e atendendo pacientes no período de execução da pesquisa vamos avaliar com uma amostra significante de pacientes, a efetividade da ozonioterapia”, diz a coordenadora geral do LABEST, professora Eliana Marques Gomes da Silva.

    Reitor da UEA

    O reitor da UEA, Cleinaldo Costa, destacou a resolução do CFM que preconiza que a ozonioterapia seja utilizada para fins de pesquisa em ambiente acadêmico, sendo a universidade o lugar por excelência para a realização de pesquisa e para avaliação da eficácia do método. “É exatamente aqui na UEA que nós estaremos testando essa tecnologia e avaliando a eficácia desse recurso. A universidade se coloca nesse papel de desenvolver pesquisa e de melhorar a qualidade de vida da população”.

    Brasil desperta para Ozonoterapia 

    O fundador da ABOZ no Brasil, Dr. Heinz Konrad, que há 43 anos introduziu o tratamento com oxigênio ozônio no país ressalta: “Finalmente o Brasil acordou para a ozonioterapia. Tem muita coisa para fazer e aprender em busca do melhor para o paciente. O ozônio tem um campo de aplicação imenso e esse acordo vai favorecer a pesquisa e o desenvolvimento de novos projetos na ozonioterapia em vários setores”.

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