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    Educação


    Os desafios da educação no Amazonas para as gerações atuais

    As gerações X e Y são reconhecidas como “imigrantes digitais”

    As crianças devem desenvolver habilidades que as capacitem para um futuro no qual elas efetivamente interfiram
    As crianças devem desenvolver habilidades que as capacitem para um futuro no qual elas efetivamente interfiram | Foto: Divulgação

    Manaus - A cada geração, o ser humano experimenta transformações que seguem a evolução natural da nossa espécie. Mas, em todo de mudanças, os avanços tecnológicos sempre exerceram forte influência. Das gerações X,Y e Z, chegamos à geração Alpha - formada por crianças que nasceram após 2010.

    Para um melhor entendimento do perfil das gerações no universo tecnológico, dizemos que as gerações X e Y são reconhecidas como “imigrantes digitais”, pessoas que nasceram antes de 1980. Os que nasceram na época em que a tecnologia digital já era realidade são considerados “nativos digitais”.

    A geração Alpha reage com maior facilidade e rapidez ao mundo digital, afinal, nasceram na era da internet e dos recursos tecnológicos - computadores, smartphones e tablets - adaptados para o meio infantil. Essa imersão trouxe novas linguagens, novas formas de brincar e modificou os espaços de entretenimento. A forma como os imigrantes digitais aproveitavam o tempo livre em sua infância é bem diferente de como fazem os nativos digitais de hoje. 

    Com as novas configurações da sociedade, dadas pelos avanços disruptivos das tecnologias digitais, as crianças devem desenvolver habilidades que as capacitem para um futuro no qual elas efetivamente interfiram, comunicando-se e competindo nas linguagens de seu tempo. No entanto, é igualmente importante auxiliar as crianças no desenvolvimento da consciência do uso coerente, responsável e seguro dos dispositivos digitais no mundo das relações sociais, inclusive no interior da escola e da família.

    A geração Alpha é inteiramente receptiva às atividades em que se faz necessário recorrer à computação como auxílio ao pensamento. A possibilidade de a computação auxiliar a criança a pensar melhor ficou clara no livro Mindstorms, do renomado matemático e educador Seymour Papert.

    Para ele, os computadores deveriam ser utilizados para que as pessoas pudessem “pensar com” as máquinas e “pensar sobre” o próprio pensar. Por isso, no Século trabalhamos o pensamento computacional desde cedo com atividades desplugadas, ou seja, para os pequeninos, não usamos necessariamente máquinas, mas brincadeiras que estimulam e desenvolvem essa consciência.

    A fase de maior complexidade e intensidade de desenvolvimento de toda a vida do indivíduo ocorre nos primeiros anos, de modo que a qualidade das experiências vividas pelas crianças nessa fase tem uma relação muito importante com o desenvolvimento cognitivo, emocional e social.

    Em ação conjunta, dos pais com a escola, a proposta é transformar nossos alunos em criadores ativos da tecnologia, críticos do meio e não apenas meros usuários.

    Na Educação Infantil do Século, essas experiências são potencializadas nas crianças por meio da disciplina Pensamento Computacional.

    Em parceria com a ZOOM Education for Life, utilizamos ferramentas para desenvolver o pensamento lógico, a habilidade de reconhecimento de padrões, a resolução de problemas, associando os conceitos de Ciências da Computação a partir dos recursos das maletas da LEGO Education, que completam uma aprendizagem lúdica e integral.

    De acordo com o professor de pensamento computacional do Século, José Leandro Brito, as crianças aprendem brincando. Toda atividade parte da contextualização sobre um determinado tema, o que dá maior sentido à ação da criança, permitindo que elas sejam protagonistas do seu próprio aprendizado sob mediação do professor.

    “Porque, para elas, brincar é a linguagem por excelência da infância, e na brincadeira as crianças acabam significando e ressignificando tudo o que aprenderam, observando as interações com as outras crianças”, disse Brito.

    Leandro explica que durante a realização das atividades é fundamental dar liberdade à criança no processo de montagem para elas construam da forma como imaginam. Na medida em que completam os desafios, o nível de dificuldade aumenta, permitindo a criança mais experiências.

    “Não há certo ou errado, pois as descobertas fazem parte do processo de aprendizagem, de modo que todas as produções são valorizadas”, conclui.

    *Com informações da assessoria

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