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    Síria


    Putin afirma que ataque dos EUA ajuda terroristas no país árabe

    O embaixador russo Anatoly Antonov afirmou que "tais ações não serão deixadas sem consequências", em declaração aberta de retaliação aos atos americanos

    O embaixador russo Anatoly Antonov afirmou que "tais ações não serão deixadas sem consequências", em declaração aberta de retaliação aos atos americanos. | Foto: AP Photo/Hassan Ammar

    Rússia — Por meio de comunicado divulgado pelo Kremlin neste sábado (14), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou o ataque americano como uma "agressão contra um Estado soberano". Ele afirmou que a ação do governo americano ajuda terroristas, que agem na Síria.

    "Com as suas ações, os EUA pioram ainda mais a catástrofe humanitária na Síria. Eles levam sofrimento para a população civil e toleram os terroristas que torturam o povo sírio há sete anos", afirmou o presidente russo no comunicado. Putin nega que existam evidências de armas químicas no subúrbio de Douma — principal justificativa utilizada pelo governo americano para o ataque na noite de sexta-feira (13).

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    O presidente Putin demandou uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada no sábado. Nos Estados Unidos, o embaixador russo Anatoly Antonov afirmou que "tais ações não serão deixadas sem consequências". Em nota oficial, a embaixada russa declara que um esquema de armamento já está sendo implementado.

    A porta-voz do ministério russo de Relações Exteriores Maria Zarajova publicou uma nota nas redes sociais declarando que os mandantes do ataque à Síria "realmente têm de ser muito excepcionais para bombardear a capital da Síria no momento em que havia a oportunidade de se ter um futuro pacífico".

    Entenda o confronto na Síria

    A guerra civil que ocorre no país árabe há sete anos já deixou mais de 400 mil mortos. Sob o governo do presidente Bashar al-Assad, a população síria iniciaram protestos pró-democracia e contra o alto índice de desemprego e casos de corrupção. Em março de 2011, o governo sírio conteve os protestos em Deera, no sul do país, utilizando violência e força letal. A partir daí, o clima de revolta se espalhou e a repressão do governo aumentou o cerco contra os manifestantes. O país mergulhou em uma guerra civil e o conflito agora é centrado entre aqueles a favor e contra o presidente Assad.

    Os governos dos EUA, França e Reino Unido uniram forças apoiando os rebeldes. O ataque americano ordenado nesta última sexta-feira (13) é uma resposta a um suposto uso de armas químicas pelo presidente sírio. Não há comprovação de que armas químicas realmente tenham sido utilizadas, mas diversos sintomas em Douma indicam possível uso de cloro e sarin (elementos que atuam no sistema nervoso e podem ter provocado a morte de mais de 40 sírios). A Síria e a Rússia negam a acusação.

    Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) estima que mais de 5 milhões de sírio já deixaram o país. Ainda de acordo com o órgão da ONU, desde 2011, mais da metade do povo sírio teve de deixar o local onde morava. A estimativa é de cerca de 6,1 milhões de sírios desabrigados  e quase 3 milhões vivem em áreas de cerco e de difícil acesso.

    Edição: Lívia Nadjanara

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