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    Terrorismo


    Colégio francês não receberá nome de professor decapitado

    Docente de história Samuel Paty foi assassinado por um islamista em outubro de 2020. Há escolas que estão rebatizando com o nome dele, mas em outras há resistência.

     

    Docente de história Samuel Paty foi assassinado por um islamista em outubro de 2020
    Docente de história Samuel Paty foi assassinado por um islamista em outubro de 2020 | Foto: Divulgação

    Docente de história Samuel Paty foi assassinado por um islamista em outubro de 2020. Diversas escolas da França estão sendo rebatizadas com seu nome. Mas há também resistência, revelando divisão na sociedade francesa.

    Ninguém quer mais falar à imprensa no Collège des Eucalyptus, na cidadezinha de Ollioules, no sul da França, próximo à costa do Mediterrâneo. Sandra Olivier, professora de matemática e membro do sindicato dos docentes SNES-FSU rejeitou a consulta da DW para uma entrevista, com uma mensagem de texto: “Gostaríamos de recuperar a atmosfera pacífica”.

    O prefeito local, Robert Beneventi, do partido de centro-direita Os Republicanos (LR), também recusou o pedido. Dele fora a ideia de rebatizar a escola de nível médio com o nome de Samuel Paty, professor de história decapitado por um radical islâmico perto de Paris, em outubro de 2020. Porém ele teve que desistir dos planos diante da resistência de professores, pais e alunos.

    O caso tem gerado debate acalorado e mostra como a sociedade francesa está dividida, no que diz respeito ao secularismo. “Eu queria homenagear esse professor, morto de maneira tão atroz”, declarou Beneventi recentemente no canal de TV regional France 3. “Teria sido um símbolo importante para a nossa república.”

    *Com informações da ISTOÉ

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