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    Saúde Mental


    Japão cria 'Ministério da Solidão' após aumento nas taxas de suicídio

    Com mais de 20 mil casos em 2020, números ultrapassam até mesmo as mortes por Covid-19

     

    Uma questão que, após 11 anos, volta a preocupar o Japão, matando mais em 2020 do que a pandemia
    Uma questão que, após 11 anos, volta a preocupar o Japão, matando mais em 2020 do que a pandemia | Foto: Divulgação

    Japão - O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, decidiu nomear para o seu gabinete um Ministro da Solidão, para revitalizar as economias regionais, elevar os índices de natalidade, mas principalmente, tentar reduzir as altas taxas de suicídio do país.

    Inspirado no Reino Unido, que criou um cargo semelhante em 2018, Tetsushi Sakamoto passará a administrar uma questão que, após 11 anos, volta a preocupar o Japão: segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Polícia, 20.919 pessoas cometeram suicídio no país em 2020, 750 a mais do que no anterior.

    O primeiro-ministro Suga expressou ao novo ministro sua preocupação especial com as mulheres que, segundo ele, “estão se sentindo solitárias e com tendência ao suicídio”, recomendando políticas “abrangentes” contra a solidão, ele  reconhece que a pandemia teve um papel fundamental nesses números.

     

    Ministro tomará a frente de medidas que resguardem a saúde mental da população
    Ministro tomará a frente de medidas que resguardem a saúde mental da população | Foto: Reprodução/KYODO

    A Agência Nacional de Polícia do Japão ratificou as palavras do primeiro-ministro, informando que morreram mais pessoas por suicídio no Japão em outubro do ano passado do que as mortes por covid-19 no mesmo período.

    O “combate” à solidão

    No Japão, o isolamento é bem anterior à pandemia e está ligado a uma série de desgraças sociais, como a tendência ao suicídio, ao aumento da pobreza e aos “hikikomori”, os reclusos sociais por opção. 

    Isso leva aoo surgimento de uma tendência a colocar o estado de solidão sob um aspecto positivo, sob uma ótica de autonomia e independência, conforme explicou o especialista em comunicação Junko Okamoto.

    *Com informações via The Japan Times

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