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    Estado Islâmico


    Doze pessoas morrem decapitadas após ataque terrorista em Moçambique

    Líderes regionais de países como África do Sul, Zimbábue e Botswana se reuniram nesta quinta-feira para considerar uma resposta à insurgência

     

    Desde 2017, insurgentes ligados ao Estado Islâmico têm estado cada vez mais ativos no norte da província de Cabo Delgado
    Desde 2017, insurgentes ligados ao Estado Islâmico têm estado cada vez mais ativos no norte da província de Cabo Delgado | Foto: Adrien Barbier

    Doze pessoas foram encontradas decapitadas na cidade de Palma, no Norte de Moçambique, após um ataque na região reivindicado pelo Estado Islâmico. Segundo um comandante da polícia local, é possível que entre as vítimas haja estrangeiros. 

    A região fica em uma área onde estão localizados projetos de processamento de gás natural estimados no valor de US$ 60 bilhões (R$ 300 bilhões). 

    "Eles foram amarrados e decapitados aqui", disse o comandante Pedro da Silva ao canal TVM nesta quarta-feira, enquanto apontava para áreas de terra onde ele disse que enterrou os corpos.

    Desde 2017, insurgentes ligados ao Estado Islâmico têm estado cada vez mais ativos no norte da província de Cabo Delgado, onde Palma está localizada, embora não seja claro se eles têm um objetivo unificado.

    Líderes regionais de países como África do Sul, Zimbábue e Botswana se reuniram na capital de Moçambique, Maputo, nesta quinta-feira, para considerar uma resposta à insurgência. A ministra das Relações Exteriores de Moçambique, Veronica Macamo Dlhovo

    "

    A missão virá para avaliar as dimensões da ameaça e ver que meios empregar, para que esses meios sejam proporcionais "

    Veronica Macamo Dlhovo,

     


    Um comunicado emitido após a reunião de quinta-feira referiu-se a um "desdobramento técnico" para Moçambique e disse que mais reuniões da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral seriam convocadas.

    O governo disse que milhares de pessoas morreram na última sequência de ataques, que começou em 24 de março. Grupos de ajuda humanitária acreditam que dezenas de milhares de pessoas foram deslocadas. Mas a dimensão total das vítimas e deslocamentos permanece desconhecida.

    O porta-voz da polícia nacional Orlando Mudumane disse que viu as imagens da TVM, mas não pôde confirmar seu conteúdo, e que eles estavam investigando.