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    Retirada


    Tropas russas deixarão fronteiras da Ucrânia até 1º de maio

    Anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, Serguei Choigu

     

    Segundo a União Europeia, a maior movimentação de tropas na região desde a crise de 2014 somou até 100 mil soldados nas fronteiras ucranianas
    Segundo a União Europeia, a maior movimentação de tropas na região desde a crise de 2014 somou até 100 mil soldados nas fronteiras ucranianas | Foto: Vadim Savitsky/AFP

    Após três semanas de concentração de tropas e exercícios militares perto das fronteiras da Ucrânia, a Rússia anunciou a volta das suas forças às bases de origem até o dia 1º de maio.​

    O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, Serguei Choigu, que supervisionou pessoalmente um último grande exercício na península da Crimeia, que foi anexada por Moscou em 2014.

    Cerca de 10 mil soldados, 40 navios e diversos aviões simularam suporte a uma operação de invasão anfíbia.

    Choigu não saiu sem lembrar que "a Rússia está preparada para qualquer eventualidade", o que seria o objetivo dos exercícios que geraram reações dos EUA e de outros integrantes da Otan (aliança militar ocidental).

    Movimentação

    Segundo a União Europeia, a maior movimentação de tropas na região desde a crise de 2014 somou até 100 mil soldados nas fronteiras ucranianas, incluindo forças na Crimeia.

    Na véspera, o presidente Vladimir Putin havia ameaçado o Ocidente com "resposta simétrica, rápida e dura" caso algum país "cruzasse as linhas vermelhas" contra a Rússia.

    Apesar de a duração dos exercícios, três semanas, ter sido anunciada pelo Kremlin na semana passada, o anúncio de seu fim foi lido por analistas como um sinal de desescalada da crise com o Ocidente.

    Putin aparenta querer sair por cima, evitando a tentativa de retomada por Kiev das repúblicas rebeldes do Donbass, área no leste ucraniano ocupadas desde 2014. A guerra civil e a anexação da Crimeia foram resultado da reação de Moscou à derrubada do governo pró-Kremlin no vizinho.

    A disputa já matou 14 mil pessoas. As duas autoproclamadas repúblicas populares, de Donetsk e de Lugansk, são apoiadas por Moscou —Putin concedeu inclusive cidadania russa a quem quisesse.


    * Com informações da Folha de S. Paulo


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