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    Disputa


    Policiais israelenses e palestinos entram em confronto após protesto

    Muçulmanos manifestaram para reafirmar o direito dos palestinos sobre Jerusalém

     

    Muçulmanos protestam em Jerusalém
    Muçulmanos protestam em Jerusalém | Foto: Ammar Awad/Reuters


    Após um protesto que reuniu milhares de pessoas pelo fim dos despejos em áreas de disputa com os judeus, a polícia israelense entrou em confronto com palestinos nesta sexta-feira (7) na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém.

    Três agentes israelenses e 14 palestinos ficaram feridos. Em outro incidente, a polícia matou dois palestinos e feriu um terceiro, depois de um ataque contra um posto militar no norte da Cisjordânia.

    Na última sexta do Ramadã, também é celebrado o dia Quds, nome árabe para Jerusalém, no qual os muçulmanos fazem protestos para reafirmar o direito dos palestinos sobre a cidade. Houve atos também em países como Irã, Iêmen e Paquistão.

    Muitos dos participantes permaneceram no local após a oração, para um protesto contra a expulsão de palestinos que vivem em terras disputadas com colonos judeus. Os manifestantes levaram bandeiras e cantaram versos como "com nosso sangue e alma, vamos te redimir, Aqsa".

    Em seguida, houve confrontos. "Centenas de pessoas lançaram pedras, garrafas e outros objetos contra os agentes, que responderam", segundo Wassem Badr, porta-voz da polícia de Israel.

    "Disputa imobiliária"

    O governo de Israel disse que os palestinos estão "tratando uma disputa imobiliária entre partes privadas como uma causa nacionalista, para incitar a violência".

    No fim de abril, a ONG Human Rights Watch (HRW) publicou um relatório em que acusa o Estado de Israel de cometer crimes de apartheid e perseguição contra árabes e palestinos, o que, no direito internacional, equivale a crimes contra a humanidade.


    * Com informações da Folha de S. Paulo


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