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    Atentado


    Policiais ficam feridos após ataque em quartel na França

    Homem foi alvo de uma perseguição que envolveu mais de 200 policias e dois helicópteros


    Um homem com problemas mentais, condena

     

    Suspeito trocou tiros com a polícia com arma que tomou da agente esfaqueada
    Suspeito trocou tiros com a polícia com arma que tomou da agente esfaqueada | Foto: Stephane Mahe/Reuters

    do a prisão por roubo em 2013, atacou a faca uma guarda municipal francesa, que ficou gravemente ferida em um ataque a faca em Chapelle-sur-Erdre, cidade a cerca de três quilômetros de Nantes, no Oeste do país.

    O suspeito, que morreu após uma troca de tiros com a polícia, foi descrito como um homem com problemas mentais que teria se radicalizado na prisão.

    O homem, cuja identidade não foi revelada, conseguiu inicialmente fugir de carro da cena do crime e foi alvo de uma perseguição que envolveu mais de 200 policias e dois helicópteros, segundo as autoridades. Encurralado em uma floresta, ele teria então parado o veículo e trocado tiros com os policiais usando a arma que tomou da agente esfaqueada. Dois policiais também ficaram feridos, no braço e na mão, mas não correm risco de vida.

      A motivação do crime é desconhecida, mas o agressor estava registrado no banco de dados das forças antiterrorismo. Ele foi diagnosticado com esquizofrenia na prisão, onde acaba de cumprir pena por roubo depois de ser condenado em 2013.  



    Solto em 22 de março, o atacante foi obrigado a realizar acompanhamento psquiátrico. De acordo com imprensa local, ele chegou a ser atendido ao menos três vezes pelo serviço de reinserção social e liberdade condicional.

    Problema no carro

    "A polícia neutralizou o suspeito de realizar o ataque a faca contra uma policial municipal em Chapelle-sur-Erdre", disse em seu Twitter o ministro do Interior, Gerald Darmanin, que visitou o local. "Meus sentimentos estão com os policiais feridos durante a operação."

    De acordo com o jornal Ouest-France, o homem entrou no quartel da polícia municipal em Chapelle-sur-Erdre por volta de 10h30 (5h30, hora do Brasil) dizendo que precisava de ajuda para resolver um problema em seu carro. Em seguida, esfaqueou diversas vezes a mulher, que ficou ferida na perna, no braço e na mão.

    Punições severas

    Na semana passada, milhares de policiais se reuniram no centro de Paris para exigir punições mais severas para crimes contra as forças de segurança, que têm se multiplicado nos últimos meses no país.

      Ataques com facas têm sido nos últimos tempos a marca de atentados com motivação jihadista na França, que já fizeram cerca de 250 vítimas. Em 2019, quatro pessoas foram esfaqueadas até a morte na sede da polícia de Paris.  



    Em outubro do ano passado, um professor do ensino médio foi decapitado por um jovem checheno de 18 anos na cidade de Conflans Saint-Honorine, a noroeste de Paris. Em 24 de abril, a pouco mais de um mês, uma agente administrativa da polícia até a morte nos arredores da capital.

      O extremismo religioso, a segurança doméstica e noções de identidade francesa são questões polarizantes na sociedade francesa, que provavelmente serão assuntos centrais nas eleições presidenciais de 2022.  



    Grupos da direita e da extrema direita acusam Macron de ser fraco neste quesito, pressão que levou o presidente a apresentar seu projeto de lei sobre os chamados "separatismos", que visa impor maiores controles à prática do Islã para combater o islamismo político e o terrorismo.

    * Com informações do jornal O Globo


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