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    Israel


    Nova coalizão ameaça permanência de Netanyahu no poder em Israel

    Aliança improvável entre centrista e um nacionalista de direita foi confirmada pelo presidente de Israel

     

    Impasse político em Israel começou há dois anos com as dificuldades de Netanyahu em manter uma coalizão majoritária
    Impasse político em Israel começou há dois anos com as dificuldades de Netanyahu em manter uma coalizão majoritária | Foto: Florian Gaertner/Getty Images

    Mais de duas décadas depois, o governo do primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu deve sofrer um abalo com a recém-formada coalizão (antes considerada improvável) entre Yair Lapid, um político considerado centrista, com Naftali Bennett, um nacionalista de direita.

      A formação da aliança foi confirmada pelo presidente de Israel, Reuven Rivlin, nesta quarta-feira (2). Caso o Parlamento ratifique a nova coalizão, os 12 anos de mandato de Benjamin Netanyahu como primeiro-ministro terão fim.  


    O grupo que deve governar Israel terá ainda a Lista Árabe Unida, na primeira vez que uma legenda islâmica forma a base governista do país. 

    Revezamento

    Lapid e Bennett devem se revezar no poder: primeiro, Bennett seria o primeiro-ministro por dois anos. Nos outros dois, Lapid ocuparia o cargo de premiê. 

    "Esse governo vai trabalhar para todos os cidadãos de Israel, aqueles que votaram por isso e aqueles que não. Farei tudo para unir a sociedade israelense", disse Lapid em postagem nas redes sociais.

      O impasse político em Israel começou há dois anos com as dificuldades de Netanyahu em manter uma coalizão majoritária. Três eleições — duas em 2019 e uma em 2020 — não foram suficientes para que uma maioria parlamentar fosse formada. Os escândalos de corrupção e as acusações contra o premiê também pesaram.  Somente após as últimas eleições, em março deste ano, a oposição conseguiu agregar grupos de lados diferentes da política israelense — desde direitistas a partidos árabes-israelenses. Com isso, Rivlin — cujo poder é cerimonial — deu a Lapid a chance de formar um novo governo.

    * Com informações do G1

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