Fonte: OpenWeather

    Lei


    Biden sanciona feriado que simboliza fim da escravidão nos EUA

    O texto da lei foi aprovado na quarta, em um raro momento de unidade entre republicanos e democratas

     

    "É um dia em que nós nos lembramos da ferida moral e da terrível consequência que a escravidão deixou no país", disse presidente
    "É um dia em que nós nos lembramos da ferida moral e da terrível consequência que a escravidão deixou no país", disse presidente | Foto: Divulgação/AFP


    Celebrado no dia 19 de junho em alguns estados dos EUA, o "Juneteenth", que representa a emancipação dos últimos escravos do Texas em 1865 é amplamente comemorada como símbolo dos movimentos contra o racismo, se tornou feriado oficial por meio de lei assinada pelo presidente Joe Biden nesta quinta-feira (17).

    "

    É um dia de muito peso e de intenso poder, um dia em que nós nos lembramos da ferida moral e da terrível consequência que a escravidão deixou no país "

    Joe Biden, presidente dos EUA

     


    O texto da lei foi aprovado na quarta, em um raro momento de unidade entre republicanos e democratas. A Câmara dos Representantes aprovou a lei por 415 votos a favor e 14 contra, com o apoio dos líderes democratas e republicanos. Um dia antes, a norma havia sido aprovada por unanimidade no Senado.

      O presidente Abraham Lincoln havia ordenado o fim da escravidão dois anos e meio antes do 19 de junho, ao assinar a Proclamação de Emancipação em 1º de janeiro de 1863. Porém, durante a Guerra Civil (1861-1865), a escravidão continuou nos estados confederados do sul dos Estados Unidos.  


    O líder do exército confederado, Robert Lee, assinou sua rendição em 9 de abril de 1865. Levou mais de dois meses para que a notícia chegasse à pequena cidade de Galveston, no Texas, em 19 de junho.

    O "Juneteenth" já era feriado em alguns estados do país, inclusive no Texas, mas até agora não havia sido designado uma data federal.

      Os apelos pela criação do feriado nacional aumentaram após o assassinato de George Floyd, um homem negro morto por um policial branco em 25 de maio de 2020.  


    O dia 19 de junho "nos lembra de uma história marcada pela brutalidade e a injustiça, e nos lembra da responsabilidade que temos de construir um futuro de progresso para todos que honrem o ideal de igualdade dos Estados Unidos", disse a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi.

    * Com informações do G1

    Leia Mais:

    Putin e Biden reafirmam acordo contra guerra nuclear

    EUA anuncia doação de vacinas contra a Covid-19 para o Brasil

    Biden pede relatório sobre origem do novo coronavírus