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    ONU


    Reeleito, secretário-geral da ONU promete atuação independente

    António Guterres tem sido um entusiasta por medidas climáticas, vacinas contra a Covid-19 para todos e cooperação digital

     

    Guterres tomou posse com a promessa de atuar de forma independente em relação aos Estados-membros
    Guterres tomou posse com a promessa de atuar de forma independente em relação aos Estados-membros | Foto: Denis Balibouse/REUTERS


    Ex-premier de Portugal e secretário-geral das Nações Unidas desde 2017, António Guterres foi reeleito para o cargo em cerimônia realizada pela Assembleia do órgão nesta sexta-feira (18). Ele coordenara a organização no período de 2022 a 2026.

    A renovação de poder estava encaminhada já que, no início de junho, o Conselho de Segurança, composto por 15 membros, recomendou que a Assembleia Geral optasse por Guterres.

    A reeleição de ex-premier de Portugal, que está no cargo desde 2017, ocorreu em uma cerimônia que foi acompanhada pelo presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa. Guterres tomou posse com a promessa de atuar de forma independente em relação aos Estados-membros ou organizações ligadas a ONU.

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    Nosso maior desafio, que ao mesmo tempo nos revela uma grande oportunidade, é utilizar a crise para transformar o rumo a um mundo que aprenda lições, promova uma recuperação justa, verde e sustentável e mostre o caminho de uma cooperação internacional eficaz para abordar os problemas globais. Este passo vai demandar um esforço real para fortalecermos o que funciona e termos coragem de aprender as lições do que não funciona "

    António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas

     


    O ex-primeiro-ministro português foi o único postulante ao cargo. Outras dez pessoas haviam demonstrado interesse ao cargo, mas suas candidaturas não se formalizaram por não contarem com o apoio de nenhum dos 193 países que fazem parte da ONU.

    Danos na política

    Durante seu primeiro mandato, Guterres sucedeu Ban Ki-moon poucas semanas antes de Donald Trump se tornar presidente dos Estados Unidos. Na ocasião, o então secretário-geral se viu obrigado a se concentrar na limitação de possíveis danos da política exterior unilateral e sem alianças impulsionada por Trump, que também questionava o real valor das Nações Unidas.

      Já com Joe Biden no poder, os EUA passaram a restaurar os cortes de financiamento feitos por Trump às agências da ONU. A mudança é importante, já que os americanos são o maior contribuinte financeiro das Nações Unidas, responsável por 22% do orçamento regular e cerca de um quarto do orçamento voltado para a manutenção da paz.  


    A embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, disse que as Nações Unidas enfrentaram desafios históricos, mas que espera que, com Guterres no comando, "os próximos cinco anos vão ver mais paz, mais segurança e mais prosperidade do que os últimos".

    Guterres foi primeiro-ministro de Portugal de 1995 a 2002 e chefe da agência de refugiados da ONU de 2005 a 2015. Como secretário-geral, ele tem sido um entusiasta por medidas climáticas, vacinas contra a Covid-19 para todos e cooperação digital. Quando passou a ocupar um alto cargo na ONU, o órgão mundial estava lutando para acabar com as guerras e lidar com crises humanitárias na Síria e no Iêmen. Esses conflitos ainda não foram resolvidos e Guterres agora também enfrenta emergências em Mianmar e na região de Tigray, na Etiópia.

      Sobre a pandemia, Guterres fez alertas contra os estragos do coronavírus e os perigos que ameaçam o mundo por conta da crise de saúde, situação que contou com pouca margem para mudanças de rumo, já que os países optaram por ter batalhas individuais contra a Covid-19 ao invés de um esforço coletivo.  



    * Com informações do jornal O Globo


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