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    Ex-secretário


    Morre Donald Rumsfeld, um dos defensores da invasão do Iraque

    Ex-secretário de Defesa dos EUA foi alvo de acusações de abusos cometidos pelos militares americanos sob pretexto da guerra ao terror

     

    Rumsfeld apoiou a tese de que o regime de Saddam estava construindo armas de destruição em massa, o que não se confirmou.
    Rumsfeld apoiou a tese de que o regime de Saddam estava construindo armas de destruição em massa, o que não se confirmou. | Foto: Wikimedia Commons/US Air Force


    Voz decisiva na defesa das guerras do Afeganistão e na invasão do Iraque sob o pretexto da “guerra ao terror” seguida dos ataques de 11 de setembro de 2001, o ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos Donald Rumsfeld morreu nesta quarta-feira, aos 88 anos, informou sua família em comunicado.

      Filho de um veterano da Segunda Guerra Mundial, Rumsfeld começou cedo sua carreira política, chegando ao Congresso em 1962, quando tinha apenas 30 anos. No final da década, passou a integrar o governo de Richard Nixon, servindo como chefe de Gabinete. Com a renúncia de seu chefe, se manteve na Casa Branca já sob o comando de Gerald Ford, de quem foi secretário de Defesa entre 1975 e 1977.  


    Nos anos 1980, quando se alternava entre os setores público e privado, foi indicado por Ronald Reagan como enviado especial para o Oriente Médio, que vivia o conflito entre Irã e Iraque — em 1983, ele chegou a se encontrar com o ditador iraquiano, Saddam Hussein, em uma reunião cujos temas até hoje são obscuros.

    Abusos

    Rumsfeld voltou ao Pentágono em 2001, com a vitória de George W. Bush na eleição presidencial. Ali, apoiou a tese de que o regime de Saddam estava construindo armas de destruição em massa, o que mais tarde não se confirmou.

    Nos anos seguintes, foi alvo de acusações de graves abusos dos direitos humanos cometidos pelos militares americanos sob pretexto da guerra ao terror no Iraque, Afeganistão e na prisão de Guantánamo.

      Após deixar o cargo, em 2006, se dedicou a atividades privadas e à promoção de livros, tendo apoiado o presidente Donald Trump na eleição de 2016. Recentemente, assinou, ao lado de outros nove ex-secretários de Defesa, uma carta atacando a estratégia do republicano de questionar a derrota para Joe Biden na eleição de 2020.  


    Em comunicado, divulgado nas redes sociais do ex-secretário de Defesa, a família afirma que ele faleceu em casa, aos 88 anos, na cidade de Taos, no Novo México. Segundo um porta-voz da família, ele foi vítima de um mieloma múltiplo.

    * Com informações do jornal O Globo


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