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    Imunização


    OMS defende padronização no reconhecimento de vacinas

    Órgão avaliou procedimento para considerar imunização total de viajantes

     

    A lista de emergência aprovada pela OMS inclui as vacinas da Pfizer-BioNTech, Moderna, AstraZeneca, Janssen, Sinovac e Sinopharm
    A lista de emergência aprovada pela OMS inclui as vacinas da Pfizer-BioNTech, Moderna, AstraZeneca, Janssen, Sinovac e Sinopharm | Foto: Pierre Virot/OMS


    A Organização Mundial de Saúde (OMS) defendeu nesta quinta-feira (1º) que todas as vacinas da lista de emergência do órgão ou de agências reguladoras de medicamentos devem ser consideradas para que um viajante possa ser reconhecido como totalmente imunizado.

    Para a OMS, esse reconhecimento deve ocorrer mesmo em países onde algumas dessas vacinas ainda não foram aprovadas.

      Em declaração conjunta com outras agências com as quais desenvolve o programa Covax, de distribuição das vacinas, a OMS pede a todos os governos regionais, nacionais e locais que reconheçam como totalmente vacinados aqueles que receberam vacinas consideradas seguras pela organização.  


    A lista de emergência aprovada pela OMS inclui as vacinas da Pfizer-BioNTech, Moderna, AstraZeneca, Janssen, Sinovac e Sinopharm, mas, por exemplo, as duas últimas, desenvolvidas na China e amplamente distribuídas em regiões em desenvolvimento, como África ou América Latina, não estão aprovadas pelos reguladores europeus ou norte-americanos.

    Redução de casos

    O apelo é feito no momento em que muitos países se abrem para a chegada de viajantes internacionais, devido à redução gradual de casos nos últimos dois meses, embora o surgimento da variante delta em algumas áreas tenha feito com que as infecções semanais voltassem a subir globalmente.

    "Qualquer medida que apenas permita que pessoas protegidas por algumas vacinas aprovadas pela OMS se beneficiem da reabertura das viagens criará um sistema duplo, aumentando as divisões globais em torno dos imunizantes e exacerbando as desigualdades", alerta a entidade.

    Além disso, "terá impacto negativo no crescimento das economias que mais sofrem", acrescenta, referindo-se aos países em desenvolvimento. A declaração também é assinada pela Fundação para Vacinas Gavi e o Fundo das Nações Unidas para a Infância. (Unicef), parceiros na Covax.

      A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3,940 milhões de mortes no mundo, resultantes de mais de 181,7 milhões de casos de infecção, segundo um balanço da agência francesa AFP.  


    A doença respiratória é provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.



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