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    Nova variante


    EUA endurecem regras de viagem para conter Ômicron

    Outros países informaram que vão ampliar as restrições de viagem para barrar a nova variante

    Outros países se preparam para mais casos
    Outros países se preparam para mais casos | Foto: Eduardo Munoz/Reuters

    EUA - Para barrar a disseminação da nova variante Ômicron, os Estados Unidos (EUA) vão tornar as regras de exames da covid-19  mais exigentes. Outros países também vão aumentar o controle das fronteiras após o surgimento da variante Ômicron do novo coronavírus. 

      Japão e Hong Kong informaram que vão aumentar as restrições de viagem, e a Malásia proibiu temporariamente viajantes de países considerados em risco. O Japão, que já havia suspendido a entrada de todos os estrangeiros, relatou seu segundo caso da nova variante nesta quarta-feira (1º).  

    Outros países se preparam para mais casos: a Austrália disse que, ao menos, duas pessoas já provavelmente infectadas visitaram locais de Sydney, e a Dinamarca disse que uma pessoa infectada participou de um grande concerto.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que "restrições de viagem generalizadas não impedirão a disseminação internacional e impõem um fardo pesado sobre vidas e meios de sustento", mas também aconselhou pessoas indispostas, em risco, de 60 anos ou mais e que não se vacinaram a adiarem viagens.

      Investidores continuavam tensos, apesar de os mercados financeiros terem reagido a quedas bruscas do dia anterior, ocorridas na esteira de comentários do presidente executivo da Moderna, que manifestou dúvidas sobre a eficácia das vacinas contra covid-19 no combate à Ômicron.  

    Desde então, autoridades de saúde globais ofereceram garantias e reiteraram apelos para que as pessoas se vacinem.

    "Nossa melhor forma de defesa continua sendo nossas vacinas", disse o secretário da Saúde britânico, Sajid Javid, ao canal Sky News.

    "

    "É possível, claro, é possível que sejam menos eficazes. Simplesmente ainda não sabemos com certeza. Mas também é muito provável que continuem eficazes contra doenças graves" "

    disse.,

     

    Emer Cooke, diretora executiva da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), afirmou que ao longo das próximas duas semanas análises de laboratório indicarão se o sangue de pessoas vacinadas tem anticorpos suficientes para neutralizar a nova variante.

    A União Europeia adiantou o início de sua vacinação de crianças de 5 a 11 anos em uma semana, remarcando para o dia 13 de dezembro.

    O presidente executivo da BioNTech disse que a vacina que a empresa faz em parceria com a Pfizer provavelmente proporcionará uma proteção forte contra doenças graves decorrentes da Ômicron.

    Tanto o Reino Unido quanto os EUA ampliaram seus programas de doses de reforço em reação à nova variante.

    Relatada primeiramente no sul da África uma semana atrás, a Ômicron ressalta a disparidade entre grandes iniciativas de vacinação em países ricos e a inoculação esparsa no mundo em desenvolvimento.


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