Fonte: OpenWeather

    Fronteira


    Governo de Roraima vai ao STF para fechar fronteira com Venezuela

    Medida seria para minimizar impactos causados pela migração desordenada

    Governadora de Roraima, Suely Campos, pretende fechar as fronteiras de Roraima com Venezuela. | Foto: Agência Brasil

    Roraima - A governadora de Roraima, Suely Campos (PP), anunciou que ingressou hoje (13), com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo que a União seja obrigada a fechar, temporariamente, a fronteira com a Venezuela.

    Em nota divulgada pelas redes sociais, a governadora justifica a ação afirmando que “para resolver os impactos da migração e proteger o povo de Roraima é preciso que a fronteira seja fechada temporariamente”.

    Leia também: Interiorização de venezuelanos para São Paulo e Manaus começa em abril

    “O desequilíbrio social e econômico que essa forte migração está causando em nosso estado não foi previsto em nenhum tratado internacional”, argumenta Suely Campos, defendendo que a “excepcionalidade” da situação exige “atitudes mais rígidas”.

    “A responsabilidade sobre a guarda das fronteiras é do governo federal. Tenho insistido que sejam adotadas ações concretas, mas o que está sendo feito até aqui não atende aos anseios do que o estado precisa”, acrescentou a governadora.

     A assessoria do STF confirmou o recebimento da Ação Civil Originária, com pedido de liminar (decisão provisória). A ação ainda vai ser distribuída. Caberá ao ministro sorteado decidir se atende ao pedido de liminar ou se leva o tema à apreciação do plenário.

    Refúgio

    Na nota divulgada hoje (13), a governadora Suely Campos disse que, desde 26 de fevereiro, quando começou a funcionar no estado o Comitê Federal de Gestão Integrada, cerca de 20 mil venezuelanos ingressaram no Brasil por Roraima. “O fluxo migratório continua intenso e o controle pouco mudou. Roraima não tem mais capacidade de absorver tantos estrangeiros. É desproporcional o quantitativo que chega, comparado com o nosso número de habitantes e com as ações do governo federal. [Com isso] são gerados problemas graves na segurança, com aumento da criminalidade, do tráfico de drogas e de armas”, disse a governadora, apontando ainda impactos negativos para a rede pública de saúde. “O atendimento aos venezuelanos nos nossos hospitais aumentou mais de 3 mil por cento. Estamos vivendo uma epidemia de sarampo, doença que estava erradicada no Brasil. A fronteira precisa ser fechada até que esses problemas sejam contornados.”

    Leia mais: 

    Bolsonaro defende exploração de terras indígenas, em visita a Roraima

    Jornalistas sequestrados por membro das Farc foram assassinados

    Convocados pelo INSS têm até sexta para agendar perícia