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    Testagem


    Métodos de testagem para coronavírus que estão sendo usados no Brasil

    Quanto mais pessoas fizerem o exame, mais segurança país terá para tomar decisões sobre o combate à doença

    Os testes em massa são recomendados pela Organização Mundial de Saúde ( | Foto: Divulgação

    O município de Niterói, no Rio de Janeiro, é o primeiro do país a fazer testes em massa do novo coronavírus em sua população. O local é um dos que têm adotado medidas mais rígidas até agora, inclusive, impedindo entradas e saídas na cidade, um dos destinos da Viação 1001.

    O ideal seria que, assim como no município fluminense, todo indivíduo que tenha sintomas do COVID-19, ou tenha tido contato com alguém com suspeita da doença, passe por exames que confirmem se está infectado. Só assim é possível saber o real número de casos.

    Mas, enquanto alguns países já estão conseguindo realizar testes em massa na população, no Brasil essa ainda é uma realidade distante. Poucas cidades têm testes suficientes e capacidade laboratorial para confirmar se todos os pacientes suspeitos estão realmente com o vírus.

    Por conta disso, acabam sendo testados apenas os casos mais graves. Assim, como muitos pacientes podem ter sintomas leves ou até nenhum sintoma, os pesquisadores não conseguem ter um número real de quantas pessoas já foram ou estão atualmente infectadas pela doença no país.

    E o problema não é só a subnotificação. Esses dados poderiam ser importantes para embasar políticas públicas. Com números mais precisos, o sistema de saúde poderia planejar melhor o seu funcionamento, diminuindo a sobrecarga de hospitais e a falta de insumos, por exemplo.

    Também seria muito mais seguro determinar o momento certo em que as pessoas poderiam deixar, gradativamente, o distanciamento social, começando a reabrir comércios e escolas. Isso sem falar, claro, na diminuição do número de vítimas.

    Aumentar atestagem é fundamental

    Os testes em massa são recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e fundamentais para que o Brasil consiga traçar estratégias eficientes que, de fato, combatam o avanço da pandemia por aqui.

    A Coreia do Sul virou exemplo para o mundo ao testar mais de 400 mil pessoas. Dessa maneira, o país consegue isolar e tratar aquelas com diagnóstico positivo, e também rastrear os indivíduos que tiveram contato com elas, para que esses também sejam examinados, reduzindo o número de casos e mortes.

    Enquanto isso, no Brasil, nem o Ministério da Saúde sabe, com precisão, quantos testes já foram feitos. O governo afirma já ter distribuído mais de 550 mil exames, mas ainda não foi feito um levantamento sobre o real número de pacientes já testados. Métodos já existem. Conheça os dois principais que já estão sendo utilizados em algumas cidades do país.

    Teste de biologia molecular

    Conhecido como PCR, esse tipo de exame leva mais tempo para chegar a uma conclusão, mas costuma ter resultados mais confiáveis porque detecta o vírus. Sem filas, ele demora até 8 horas para ficar pronto, mas tem resposta com quase 100% de precisão.

    Realizado em laboratório, o método analisa secreções de pessoas com casos suspeitos e consegue identificar, com o auxílio da tecnologia, se o código genético do COVID-19 está ou não presente nessas amostras.

    Além do maior tempo de resposta, os reagentes e materiais bioquímicos utilizados nesse tipo de exame já estão em falta em muitos países. Outro problema é que, mesmo onde esse material está disponível, os laboratórios estão sobrecarregados.

    Teste rápido

    O teste rápido pode dar resultado em até 20 minutos, mas tem mais limitações e maior taxa de falha. Ele é um exame de sorologia, que verifica se o organismo possui anticorpos contra o vírus, ou seja, avalia a resposta imunológica do paciente.

    A desvantagem desse tipo de teste é que ele não identifica em que fase da doença está o indivíduo, uma vez que ele já pode estar recuperado e ainda ter os anticorpos. De toda forma, o exame já é bastante útil para aumentar o rastreamento do COVID-19.

    Independente do tipo de teste escolhido, o fato é que o Brasil precisa aumentar a testagem da população se quiser sair mais rápido dessa crise.

    *Com informações da assessoria