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    Manifestante


    Policial que apontou fuzil para manifestante vai responder processo

    Episódio aconteceu durante a manifestação 'Vidas Negras Importam', em Laranjeiras

    | Foto: divulgação

    A Polícia Militar informou que o agente que apontou um fuzil para o rosto de um manifestante desarmado, na tarde deste domingo (31), vai responder "administrativamente por ter ferido o protocolo interno" da corporação. O episódio aconteceu durante o protesto Vidas Negras Importam, em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do estado, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

    O manifestante participava do ato contra o racismo no Brasil, na mesma linha do que acontece nos últimos dias nos Estados Unidos. Os participantes pediam o fim da morte de jovens negros nas favelas - como a do menino João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, morto no dia 18 de maio durante uma operação policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Ele estava dentro de casa quando foi atingido.

    O protesto em Laranjeiras começou pacificamente, mas tropas da PM usaram tiros de borracha e bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes.

    Em nota, a Polícia Militar afirmou que, na dispersão da manifestação, "um grupo mais exaltado começou a arremessar pedras no Palácio Guanabara e nos policiais militares". A corporação argumentou também que um manifestante conseguiu entrar no palácio e danificou uma viatura.

    "Naquele momento, houve necessidade de fazer o uso de instrumento de menor potencial ofensivo para conter os manifestantes. Na ação uma pessoa foi encaminhada para a delegacia", complementou, em nota.

    O policial que apontou o fuzil para o manifestante atuava no bloqueio do trânsito e na segurança da tropa, de acordo com a PM.