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    Crise


    Crise da Covid-19, praga de gafanhotos e nuvem Godzilla ameaçam Brasil

    A notícia da chegada da "nuvem de poeira Godzilla" rodou o mundo nesta quarta-feira (24) e causou preocupação

    A mudança na cor do céu para tons mais alaranjados, causada pela barreira de visibilidade, pode ocorrer ao amanhecer ou no pôr do sol
    A mudança na cor do céu para tons mais alaranjados, causada pela barreira de visibilidade, pode ocorrer ao amanhecer ou no pôr do sol | Foto: Divulgação

    Depois de notícias “apocalípticas” de asteroides, buracos negros, nuvem de gafanhotos e do novo coronavírus (Covid-19), a onda de fenômenos um tanto inusitados da natureza inclui agora a notícia de que uma “nuvem de poeira Godzilla”, como foi apelidada por cientistas, cobre há dias parte do Oceano Atlântico e alcançou o Caribe.

    Enquanto uma nuvem de gafanhotos vinda da Argentina se aproxima do Rio Grande do Sul, uma outra nuvem, formada por poeira do Saara, chega à América Central e ameaça invadir o continente sul-americano pelo Norte, depois de atravessar o Oceano Atlântico.

    "Godzilla", como foi batizada por cientistas que a monitoram por satélite pelo seu tamanho gigantesco, que se aproxima atualmente da região do Caribe e cobre grande parte do oceano, pode chegar nos próximos dias ao Norte do Brasil.

    A nuvem é composta por massas de ar seco e poeira do deserto africano. Segundo especialistas, o fenômeno é recorrente, mas foi intensificado esse ano.

    O fenômeno é formado no final da primavera e no começo do outono, no verão e no final da primavera e se desloca em direção ao Oeste. Normalmente, é um fenômeno rápido, que não dura mais de uma semana. Porém a presença de ventos suaves foi capaz de estender a duração e fazer a nuvem viajar mais de 10 mil km.

    No momento, a nuvem atingiu o Caribe, onde os efeitos já são sentidos. Os governos dos países da região recomendaram o uso de máscaras por conta da alta quantidade de partículas no ar. Navios também foram alertados sobre a baixa visibilidade para navegação.

    A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) prevê que a nuvem irá alcançar áreas ao norte da América do Sul, a costa dos Estados Unidos e diversas regiões da América Central. 

    Gafanhotos

    No Sul do continente, a nuvem de gafanhotos que vem devastando as plantações da Argentina avançou mais de cem quilômetros em um dia. Na última terça-feira (23) ela estava a 250 quilômetros do Rio Grande do Sul e nesta quarta-feira (24), os insetos já se encontravam distantes apenas 130 quilômetros da fronteira brasileira.

    A emergência tem prazo de 1 ano e atinge dois estados do Sul
    A emergência tem prazo de 1 ano e atinge dois estados do Sul | Foto: Divulgação

    O governo do Brasil estuda usar mais de 400 aviões agrícolas para controle da praga, caso cheguem ao país. Isso, no entanto, dependerá das condições climáticas no Sul nos próximos dias. O Uruguai também se prepara para enfrentar a nuvem de gafanhotos que, segundo informações do Ministério da Agricultura brasileiro, deverá migrar para o país vizinho pela cidade de Bella Unión.

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