Sonegação


Ricardo Eletro presta depoimento ao Ministério Público de Minas Gerais

O empresário está preso provisoriamente desde quarta (8) de manhã por sonegação de imposto equivalente a R$400 milhões

O fundador da rede de varejo Ricardo Eletro está depondo por suposta sonegação de imposto de cerca de R$ 400 milhões no Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG)
O fundador da rede de varejo Ricardo Eletro está depondo por suposta sonegação de imposto de cerca de R$ 400 milhões no Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) | Foto: Reprodução

 O fundador da rede de varejo Ricardo Eletro está depondo por suposta sonegação de imposto de cerca de R$ 400 milhões no Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG). A operação Direto com o Dono o prendeu em caráter temporário desde quarta (8) de manhã. O promotor de Justiça Fábio Reis de Nazareth, explicou por videoconferência que o empresário por dez anos recolhia o ICMS dos consumidores e não repassava para o estado sonegando imposto e que a rede de lojas estava em recuperação extrajudicial devidamente homologada perante a Justiça, em 2019, porém não pagava todos os parcelamentos voltando a omitir o pagamento.

O promotor afirma que Ricardo usava a empresa para esconder o seu patrimônio caracterizando lavagem de dinheiro crime mais grave. Sua filha Laura Nunes, que chegou a ser detida com autorização judicial no início da manhã desta quarta-feira, foi liberada ontem mesmo, após prestar depoimento à Polícia Civil. O mandado de prisão expedido pela Vara de Inquéritos de Contagem (MG) e cumprido foi, posteriormente, revogado pela 3ª Vara Criminal de Contagem.

O mesmo juiz revogou também o mandado de prisão do superintendente da Ricardo Eletro, Pedro Daniel Magalhães, depois que a defesa de Magalhães garantiu que ele se apresentaria voluntariamente para depor. O mandado de prisão do executivo não havia sido cumprido porque Magalhães não foi encontrado. A expectativa é que ele preste depoimento ainda hoje.

 “Ela [empresa] tinha como política empresarial a sonegação fiscal”, acrescentou o promotor, afirmando que os valores sonegados eram então usados para pagar por despesas de Nunes e outros investigados, ou diluído por empresas patrimoniais criadas em nomes de laranjas, incluindo parentes do fundador da rede de varejo.

 Em nota enviada ontem, a Ricardo Eletro informou que desde 2019 o empresário e seus parentes não fazem mais parte do seu quadro de acionistas, nem da administração da companhia. Versão contestada pelos promotores de Justiça e pelo delegado a frente do inquérito policial, Vitor Abdala, que afirmam ter provas de que, na prática, o empresário continua respondendo pelas principais decisões do grupo.

A empresa também sustentou que “a operação realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais, pela Receita Estadual e pela Polícia Civil, faz parte de processos anteriores à gestão atual da companhia e dizem respeito a supostos atos praticados por Ricardo Nunes e familiares, não tendo ligação com a companhia”.

Leia mais:

Fundador da rede varejista Ricardo Eletro é preso por sonegação fiscal

Empreendedores do varejo poderão abater tributos no custo de venda

Gradiente retorna ao Polo Industrial de Manaus, após dez anos