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    Pandemia


    Região Norte é a mais otimista após um ano de pandemia, diz pesquisa

    O objetivo do levantamento foi verificar sentimento dos brasileiros em relação à Covid-19 e a percepção da população sobre volta à normalidade e a vacina

     

    Na região Norte é também onde existe a melhor percepção sobre melhoria (14%)
    Na região Norte é também onde existe a melhor percepção sobre melhoria (14%) | Foto: Brayan Riker

    Manaus - A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou, na terça-feira (16), a sexta edição do Observatório Febraban, pesquisa Febraban-Ipespe, Covid e Vacinação. O objetivo do levantamento foi verificar, um ano após tomadas as primeiras medidas de isolamento, o sentimento dos brasileiros em relação à doença e a percepção da população sobre volta à normalidade e a vacina, entre outros pontos. A pesquisa foi feita entre os dias 1º e 7 de março, com 3 mil internautas em todas as regiões do país.

    Para a grande maioria dos entrevistados, a vida atual está muito diferente do que antes e os hábitos adquiridos nesses últimos 12 meses devem se manter ou até aumentar, como é o caso do homeoffice, uso do álcool em gel, lavar as mãos, compras online e tirar os sapatos ao entrar em casa. A grande maioria dos brasileiros (74%) vê a situação piorando e, perguntados sobre as mudanças ocorridas no período, 58% respondeu que foram em suas finanças e relações interpessoais.

    Segundo o levantamento, a região Norte é a mais otimista (53%) do país; é também onde existe a melhor percepção sobre melhoria (14%), e aquela onde mais gente disse ter pessoas próximas já contaminadas pelo coronavírus (68%) e vítimas (65%). É ainda no Norte onde foi registrado o mais alto índice de sensação de que as medidas de prevenção estão abaixo do necessário (58%).

    "Para muitos na região a sensação é de que o pior já ficou para trás. Outros 14% responderam que o quadro está melhorando e 22% que está na mesma. De fato, o pico da pandemia com o colapso dos hospitais ocorreu bem antes das outras regiões", afirma o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda presidente do Conselho Científico do Ipespe.

    Outros indicadores da pesquisa recortada na região Norte revelam que:

    • 23% da população entrevistada não confia na vacina;

    • 32% pretendem mudar para uma cidade mais tranquila;

    • 34% pretendem encontrar familiares assim que a pandemia acabar;

    • 58% identificaram uma mudança na saúde mental e emocional;

    • 63% indicam profundas mudanças nas finanças da família.

    "Estamos completando um ano de uma crise de saúde e humanitária sem precedentes e as milhares de mortes e casos mostram a face mais sombria do primeiro ano da pandemia, que contagiou também a atividade econômica, continua paralisando o país e colocou a todos em compasso de espera", diz o presidente da Febraban, Isaac Sidney. "Mesmo considerando que vivemos um momento crítico, a pesquisa revela que os sentimentos dos brasileiros estão divididos: medo, tristeza e raiva convivem com esperança, alegria e orgulho."

    A Pesquisa no Brasil

    Para o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, alguns dos maiores impactos da pandemia se deram no campo das finanças e nas relações familiares e sociais. "Isso explica o desejo prioritário - quando a maioria da população estiver imunizada - de encontrar os parentes que não têm visto por conta da Covid", afirma.

    Diante do cenário atual, a maioria dos brasileiros também defende a vacinação como melhor arma contra o vírus. Além disso, diante dos números de contaminação e de mortes, e do iminente colapso no sistema de saúde, preponderam na pesquisa aqueles que consideram insuficientes as medidas restritivas adotadas por muitos Estados e municípios contra aglomerações.

    Sobre a Febraban

    A Febraban é a principal entidade representativa do setor bancário brasileiro. Fundada em 1967, na cidade de São Paulo, é uma associação sem fins lucrativos que tem o compromisso de fortalecer o sistema financeiro e suas relações com a sociedade e contribuir para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País. O quadro associativo da entidade conta com 117 instituições financeiras associadas, as quais representam 98,8% dos ativos totais e 96,6% do patrimônio líquido das instituições bancárias brasileiras.

    Sobre o Ipespe

    O Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), fundado em 1986, é uma das instituições mais respeitadas do Brasil no setor de pesquisas de mercado e opinião pública. E conta com um conselho científico formado por especialistas de diversas áreas, o qual é presidido por Antonio Lavareda, mestre em sociologia e doutor em ciência política.

    Tem equipes operacionais e consultores em todos os estados do País e atuação em âmbito nacional e internacional, sempre atualizado com o que há de mais inovador em técnicas e sistemas de pesquisas. A experiência, o rigor técnico e a agilidade do Ipespe têm se transformado em ferramentas fundamentais para que empresas privadas, governos e organizações possam conhecer melhor o seu público e o mercado.

    *Com informações da assessoria

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