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    Crime


    Blogueira pode ter feito mais de 100 vítimas com produtos falsificados

    Rafaela Braga chegou a ser presa suspeita de falsificar e adulterar cosméticos

    Rafaela teria relacionado o seu nome com outras marcas de cosméticos que já atuam no mercado há mais tempo | Foto: Reprodução

    A blogueira mineira Rafaela Braga, suspeita de falsificar cosméticos em Contagem, na Grande BH, pode ter feito mais de 100 vítimas, que teriam comprado seus produtos supostamente adulterados.

    De acordo com a delegada Andrea Pochmann, responsável pelo caso, o número de pessoas lesadas ainda pode aumentar durante as investigações.

    "Com as notícias, surgiram inúmeras (vítimas). Vamos criar um procedimento aqui na delegacia para reunir essas informações. Temos conhecimento de uma advogada que está, sozinha, com 40 vítimas que devem entrar com uma ação cível", explica.

    A cabeleireira Marinalva de Souza Costa está na lista de possíveis vítimas. Ela fez um procedimento estético com Rafaela e ainda comprou produtos da blogueira, pagando cerca de R$ 700 por tudo. Ela teme os resultados do procedimento.

    "Depois que eu vi a reportagem, percebi que caí no golpe. Eu não sei o que tem dentro desses frascos, e eu usei", revela.

    Esquema

    Para conseguir mais vendas, Rafaela teria relacionado o seu nome com outras marcas de cosméticos que já atuam no mercado há mais tempo.

    Victor Soares, diretor comercial de uma destas empresas conta que algumas pessoas entraram em contato com ele relatando reações alérgicas após o uso dos produtos vendidos por Gabriela. Ele teme que o caso possa abalar a credibilidade da marca.

    "Ela colocava na embalagem o rótulo com o nome dela e, atrás, o nosso nome, como se fabricássemos o produto para ela. Mas não conhecemos ela. O nome da nossa empresa está em jogo, sendo usado de forma criminosa".

    Cosméticos adulterados

    Rafaela, de 21 anos, seu marido e seus pais foram presos na semana passada em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Eles são suspeitos de vender cosméticos adulterados e falsificados em todo o país há, pelo menos, seis anos.

    *Com informações do R7