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    Coronavírus


    Anvisa aprova combinação de remédios para tratamento de Covid-19

    Uso do medicamento será restrito a casos leves e moderados da doença

     

    Esse é o segundo medicamento aprovado pela agência com indicação de uso específico para a doença
    Esse é o segundo medicamento aprovado pela agência com indicação de uso específico para a doença | Foto: Fiocruz

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso emergencial de um medicamento que poderá ser usado em pacientes com Covid-19. Ele consiste na combinação de dois remédios, casirivimabe e imdevimabe.

    Esse é o segundo medicamento aprovado pela Anvisa com indicação de uso específico para a Covid-19. A agência reguladora já havia aprovado o registro do remdesivir.

    Gustavo Mendes, gerente-geral de medicamentos da Anvisa, disse que a terapia com anticorpos monoclonais pode ajudar os pacientes ambulatoriais a evitar a hospitalização e morte relacionada a Covid-19.

    Os anticorpos monoclonais são proteínas feitas em laboratório que imitam a capacidade do sistema imunológico de combater o vírus.

    O tratamento, que ainda não era utilizado no país, é recomendado em pacientes com 12 anos ou mais, que tenha no mínimo 40 kg, que não necessitem de suplementação de oxigênio, tenham a infecção confirmada da Covid-19 e que apresentam alto risco de progressão da doença.

    Fatores de risco

    Entre os fatores de risco a agência destacou idade avançada, obesidade, doença cardiovascular, incluindo hipertensão, doença pulmonar crônica, diabetes, doença renal crônica, incluindo aqueles em diálise, doença hepática crônica, imunossuprimido.

    “O combo de medicamentos reduziu significativamente o número de hospitalização e morte em paciente laboratorial sintomático com um ou mais fator de risco para doença grave”, disse Mendes. O medicamento não é recomendado a pacientes graves porque podem estar associados a piora nos desfechos clínicos quando administrados em pacientes hospitalizados com Covid-19 que necessitam de suplementação de oxigênio ou ventilação mecânica.

    O uso é restrito a hospitais e sob prescrição médica e a venda é proibida em comércio.


    * Com informações da Folha de S. Paulo


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