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    Vacinação


    Fiocruz terá produção autônoma de insumos para vacinas contra covid

    Acordo de transferência de tecnologia da Astrazeneca para o órgão foi assinado nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde

     

    Previsão é que as doses 100% nacionais comecem a ser entregues ao PNI a partir de outubro
    Previsão é que as doses 100% nacionais comecem a ser entregues ao PNI a partir de outubro | Foto: Fotoarena/Agência O Globo


    Com previsão inicial de assinatura para janeiro deste ano, o contrato de transferência de tecnologia da Astrazeneca para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), firmado no valor de R 1,3 bilhão no ano passado, foi oficializado pelo Ministério da Saúde em cerimônia realizada nesta terça-feira (1) em Brasília.

      Esse acordo permitirá a produção nacional do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) da vacina contra Covid-19. O IFA é o insumo biológico essencial para a produção de imunizantes. Atualmente, o Brasil só produz vacinas importando a substância, sobretudo da China.  



    Durante o evento, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse que o acordo evidencia os acertos do governo federal na campanha de imunização.

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    Os atos de assinatura de contratos que hoje testemunhamos evidencia o acerto da estratégia de vacinação contra Covid-19 do governo federal, em um cenário de total incerteza da viabilidade de um imunizante "

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    Finalização do contrato

    O presidente Jair Bolsonaro, que também compareceu à cerimônia, destacou o trabalho dos ex-ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, e das Relações Internacionais, Ernesto Araújo, na finalização do contrato.

    "Muito brevemente poderemos até estar exportando essa vacina. O mundo só estará seguro depois que grande parte, ou quase a totalidade da população mundial, tiver sido imunizada", declarou.

    O termo foi finalizado com cinco meses de atraso, já que a previsão inicial era de que o documento fosse assinado ainda em janeiro de 2021. O contrato foi firmado no ano passado, por R$ 1,3 bilhão. A previsão é que as doses 100% nacionais comecem a ser entregues ao PNI (Plano Nacional de Imunização) a partir de outubro.

    Independência

    Os especialistas avaliam que, além de acelerar o processo de imunização no país, a produção integralmente nacional da vacina traz independência diante de um mercado que compete pelas vacinas.

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    Agilizaria absurdamente e a gente teria essa vacinação anual sem ter o estresse de ter que importar o insumo e produzir a vacina aqui. A gente teria como produzir a vacina e o insumo aqui, tiraria nossa dependência do exterior e teríamos a capacidade de acompanhar a mudança das cepas e produzir vacinas mais eficientes para a população brasileira "

    Norberto Prestes, residente da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi)


    * Com informações da CNN Brasil


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