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    Meio-ambiente


    Amazônia Legal registra recorde em alertas de desmatamento

    Foram 3.325 km² perdidos de floresta entre 1º de janeiro e 25 de junho deste ano

     

    Além do desmate, uma grande área de floresta está sob risco de queimadas nesta temporada
    Além do desmate, uma grande área de floresta está sob risco de queimadas nesta temporada | Foto: Alex Ribeiro/Agência Pará


    O Pará foi o estado mais afetado pelo desmatamento recorde registrado no primeiro semestre de 2021 na Amazônia Legal, cujo número de alertas nesse período foi o maior em seis anos, de acordo com sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

    Foram 3.325 km² perdidos de floresta entre 1º de janeiro e 25 de junho, índice superior ao dos anos anteriores mesmo sem contabilizar os últimos 5 dias do mês.

      O índice de área desmatada no estado vizinho (1.251,96 km²) representa mais de um terço do total. Os alertas de desmatamento foram feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²), tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).  


    Além do desmate, uma grande área de floresta está sob risco de queimadas nesta temporada. O alerta é de um levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e do Woodwell Climate Research. Segundo os pesquisadores, as áreas desmatadas e ainda não queimadas desde 2019 e uma seca intensa provocada pelo fenômeno La Niña indicam atenção especial no combate ao fogo, especialmente no sul do bioma.

    Última etapa

    "Há quase 5 mil quilômetros quadrados de área, quase quatro vezes o município de São Paulo, com vegetação derrubada e seca só esperando alguém chegar com o fogo. A queimada, nesse caso, é a última etapa do desmatamento, a forma mais barata e rápida de limpar o terreno para seu uso posterior", diz o levantamento.

      Além do tamanho da área vulnerável ao fogo este ano, mais de um terço dessa região está concentrado em apenas dez municípios de quatro estados: o noroeste de Mato Grosso; a maior parte de Rondônia; o leste do Acre; e um longo trecho da rodovia Transamazônica, localizada em grande parte no Pará.  

     

    * Com informações do G1


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