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    Ninho do Urubu


    Família de vítima do Ninho do Urubu processará Fla em R$ 10 milhões

    A família de Christian Esmério, jogador que morreu aos 15 anos de idade, pede justiça

     

    Bernardo Monteiro, diretor de comunicação do Flamengo, confirmou que as negociações com a família de Esmério estão paradas
    Bernardo Monteiro, diretor de comunicação do Flamengo, confirmou que as negociações com a família de Esmério estão paradas | Foto: Divulgação

    Rio de Janeiro- O dia 8 de fevereiro de 2019 será inesquecível para familiares de jovens mortos em incêndio no Ninho do Urubu, local de treino do Flamengo, no Rio. As famílias ainda brigam na Justiça sobre o caso.

    Os pais de Christian Esmério, jogador de 15 anos de idade morto no incêndio, esperam há mais de dois anos um acordo com o Flamengo.

    Segundo o advogado que representa a família, Arley Carvalho, a família pretende mover uma ação de R$ 10 milhões contra o clube, diante da falta de avanço nas negociações.

    Bernardo Monteiro, diretor de comunicação do Flamengo, confirmou que as negociações com a família de Esmério estão paradas, mas afirmou que o clube está “sempre em contato”.

    O advogado, entretanto, diz que a família não é contactada há seis meses pelo time. Segundo ele, não há mais esperança em uma mudança de postura.

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    O Flamengo está tratando isso da forma como eles iniciaram todo o caso: com descaso "

    Arley Carvalho, advogado da família

     


    O advogado afirmou també,m que começou a montar a ação em março deste ano após a conclusão do inquérito.

    “O time acha que está acima do bem e do mal e que pode vencer qualquer ação na Justiça baseado na sua popularidade, mas nós acreditamos nas instituições e que a justiça será feita”, concluiu.

      Promessa da base, Christian Esmério havia sido convocado para a seleção brasileira sub-15 e sub-17, esta acima de sua categoria oficial.  


    Carvalho explica que os pais da vítima não aceitaram o acordo porque o Flamengo “botou todos em um mesmo pacote, sem valorizar o nível de promessa que cada um representava”.

    Segundo ele, esse deveria ser um ponto considerado pelo clube. “Ele só não se tornou um profissional por negligência do Flamengo”.

    O dia da tragédia

    As chamas atingiram principalmente os alojamentos onde dormiam os jogadores de base do time. Imagens aéreas divulgadas na época, mostraram uma parte da área do CT completamente destruída pelas chamas.

    Um dos três feridos se chama Cauã Emanuel Gomes Nunes, ele tinha 14 anos na época. Familiares e amigos de jogadores da base do clube foram para o CT e para o hospital desesperados, em busca de maiores informações. 

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