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    Cotidiano


    Barack Obama e ONU se pronunciam sobre renúncia de Bento XVI

    O presidente norte-americano, Barack Obama, divulgou nesta segunda-feira (11) comunicado sobre a renúncia do papa Bento XVI, anunciada de manhã pelo pontífice. Obama disse que a Igreja Católica tem papel crucial nos Estados Unidos e no mundo e que apreciou o trabalho feito ao lado do alemão Joseph Ratzinger nos últimos anos.
    "Da parte dos americanos em todo o mundo, de Michelle [Obama, primeira-dama] e de mim próprio, queremos enviar os nossos agradecimentos e orações à Sua Santidade", declarou o presidente em nota. O casal Obama encontrou-se pela primeira e única vez com o papa durante uma visita ao Vaticano em julho de 2009.
    A Organização das Nações Unidas (ONU) também se manifestou sobre a renúncia do papa, que ficará no cargo até 28 de fevereiro. Por meio do seu porta-voz, Martin Nesirky, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse ter "grande respeito" por Bento XVI e, em particular, pelo seu trabalho em prol do diálogo interreligioso e de outras questões globais.
    O alemão Joseph Ratzinger, eleito papa em 2005, aos 78 anos, anunciou, durante um consistório (reunião de cardeais para dar assistência ao papa) no Vaticano, a sua renúncia a partir de 28 de fevereiro devido "à idade avançada".
    Um dos cardeais mais idosos eleito papa, Ratzinger está com 85 anos. Antes dele, o último chefe da Igreja Católica a renunciar foi Gregório XII, no século 15 (1406-1415).
    Um novo pontífice deverá ser escolhido até a Páscoa, em 31 de março, disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, anunciando que um conclave deve ser organizado entre 15 e 20 dias após o afastamento de Ratzinger.