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    Alerta


    Atenção pais! Brincadeira nas redes sociais apresenta perigos reais

    Em novembro do ano passado, uma adolescente de 16 anos morreu em Mossoró, no Rio Grande do Norte, depois de bater a cabeça enquanto participava de um desafio

    Se notarem que os alunos estão praticando esse tipo de desafio, conselho é chamar os estudantes envolvidos e suas famílias | Foto: Reprodução

    Após o retorno às aulas, tem causado preocupação aos pais e responsáveis por crianças e adolescentes, os famosos desafios que estão viralizando nas redes sociais. O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM) alerta que essas “brincadeiras” em que as pessoas precisam cumprir tarefas, podem causar sérios machucados, na cabeça, coluna e membros, levando a lesões como paraplegia, traumatismo e até mesmo à morte.

    Em novembro do ano passado, uma adolescente de 16 anos morreu em Mossoró, no Rio Grande do Norte, depois de bater a cabeça enquanto participava de um desafio, que consistia em duas pessoas se posicionarem ao lado de um colega que, ao pular, deveria receber uma rasteira. A estudante Emanuela Medeiros sofreu traumatismo craniano ao cair após fazer a “brincadeira” na escola. A garota foi socorrida pela direção da instituição e levada ao hospital, mas não resistiu.

    Segundo a presidente do Sinepe-AM, Elaine Saldanha, as escolas devem atuar de forma preventiva, orientando toda a equipe de colaboradores para que fiquem de olho nos alunos que estão reproduzindo esses desafios. Além disso, diz ela, é essencial que realizem uma campanha interna para alertar os estudantes, indo de sala em sala, durante os intervalos, e nas redes sociais da instituição.

    A vice-presidente do Sinepe-AM, Laura Cristina, orienta, também, que as escolas promovam rodas de conversa entre os alunos e o psicólogo da instituição. “Esse tipo de estratégia é importante para evitar que pratiquem esse tipo de ‘brincadeira’ que coloca em risco a própria vida”, afirmou.

    Laura aponta que as escolas devem buscar realizar, continuamente, projetos e atividades que trabalhem a autocrítica dos estudantes, o respeito por si e pelo outro, pois essas “brincadeiras” vão além dos efeitos físicos. “Os efeitos são emocionais também, já que muitas vezes os alunos sofrem bullying e pressão do colega para participar”, explicou.

    Se notarem que os alunos estão praticando esse tipo de desafio, Laura aconselha chamar os estudantes envolvidos e suas famílias, para alertá-los sobre os riscos que estão correndo. “Criar um canal de alerta e a parceria entre família e escola nesse momento é extremamente importante”, ressalta.

    *Com informações da assessoria