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    Renúncia


    Governador de Nova York renuncia após revelações de assédio sexual

    Andrew Cuomo informou que a renúncia entrará em vigor em 14 dias

     

    A investigação, detalhada em um relatório de 168 páginas, concluiu que Cuomo apalpou, beijou ou fez comentários sugestivos para mulheres, incluindo atuais e ex-funcionários do governo
    A investigação, detalhada em um relatório de 168 páginas, concluiu que Cuomo apalpou, beijou ou fez comentários sugestivos para mulheres, incluindo atuais e ex-funcionários do governo | Foto: Divulgação

    Estados Unidos - Após uma investigação policial, o governador de Nova York, Andrew Cuomo, anunciou sua renúncia do cargo nesta terça-feira (10). Ele teria assediado sexualmente 11 mulheres, e o caso aumentou a pressão legal e pedidos do presidente Joe Biden para sua saída.

      A queda do parlamentar foi considerada surpreendente pela mídia estadunidense, visto que Cuomo era cotado como possível candidato à Presidência dos Estados Unidos. O democrata fez o anúncio depois que a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, em 3 de agosto, divulgou os resultados de uma investigação independente de cinco meses que concluiu que ele havia se envolvido em conduta que violou leis federais e estaduais.  

    A investigação, detalhada em um relatório de 168 páginas, concluiu que Cuomo apalpou, beijou ou fez comentários sugestivos para mulheres, incluindo atuais e ex-funcionários do governo - uma delas policial estadual - e retaliou pelo menos uma mulher que o acusou de má conduta sexual. Cuomo nega qualquer irregularidade.

    Ele servia desde 2011 como governador do quarto Estado mais populoso dos Estados Unidos, e informou que sua renúncia entrará em vigor em 14 dias.

    Substituição

    A vice-governadora Kathy Hochul, uma democrata do oeste de Nova York, assumirá como governadora do Estado de mais de 19 milhões de pessoas até o final do mandato de Cuomo em dezembro de 2022, conforme definido na Constituição estadual, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo.

    A renúncia de Cuomo marca a segunda vez em 13 anos que um governador de Nova York renuncia após um escândalo - em 2008 foi Eliot Spitzer que deixou o cargo por envolvimento com prostitutas.

    Cuomo também se tornou o mais recente homem poderoso derrubado após a ascensão do movimento social #MeToo contra o abuso e assédio sexual que abalou a política, Hollywood, o mundo dos negócios e os locais de trabalho.

    Sua renúncia poupou Cuomo de uma possível destituição do cargo por meio de um processo de impeachment na Assembleia estadual. Uma investigação de impeachment em andamento apenas prometeu se intensificar.

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