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    Como fazer slime? Saiba tudo sobre a meleca e os riscos aos pequenos

    Confira alguns cuidados para garantir que a brincadeira preferida das crianças seja segura. Conheça também um senhorzinho que fez sucesso na web ensinando a fazer a "'meleca" da garotada

    O slime conhecido como “geleca” ou “amoeba” tem feito a alegria de muitas crianças | Foto: Divulgação

    Manaus - Tem um brinquedo novo entre a criançada que virou mania por todo lugar: o slime.  Antigamente, conhecido como “geleca” ou “amoeba”, o produto com consistência gelatinosa tem feito a alegria de muitas crianças.

    Além de estimular a criatividade dos pequenos, o brinquedo pode ter, inclusive, efeitos terapêuticos quando bem utilizado. Por outro lado, é preciso ter cuidado com alguns riscos. O brinquedo não pode ser ingerido ou entrar em contato com os olhos, por exemplo.

    Existem várias versões no mercado, desde os transparentes, opacos, com glitter, com bolinhas, degradês até os super coloridos. Com o brinquedo dá para fazer bolhas gigantes, esticar, enrolar, sem falar dos barulhinhos que ele faz. Cada um tem uma receita diferente e, normalmente, são as próprias crianças que criam os slimes.

    A Maria Eduarda Moraes, de 10 anos, é uma das pequenas que entrou na onda dessa brincadeira. Ela conta que conheceu o brinquedo através de influenciadores digitais mirins.

    O modelo do slime varia de acordo com a criatividade
    O modelo do slime varia de acordo com a criatividade | Foto: Divulgação

    “Vendo os vídeos na internet eu acabei aprendendo como fazer. E quando vou ao supermercado, geralmente, costumo pesquisar os valores dos produtos da receita do slime. E para fazer, eu gasto em média R$ 20 com todos ingredientes”, diz.

    A mãe da Maria Eduarda, a enfermeira Lúcia Ximenes conta que controla os horários das brincadeiras e fica sempre de olho para que o irmão menor, de cinco anos, não coloque o produto na boca e nem nos olhos.

     "Eu sempre digo para eles que jamais devem colocar a mão na boca e nos olhos enquanto brincam com slime. Isso porque pode fazer mal à saúde. Controlo o horário deles, geralmente dou uma hora para brincar e outra para estudar”, diz.

    Youtube

    O YouTube é apontado como o principal responsável por essa moda. Há milhares de publicações dedicadas, exclusivamente, a esse universo. O Instagram também não fica atrás: na conta @slime já há 1,6 milhão de seguidores.

    Idoso vira fenômeno do slime

    No vídeo, o senhorzinho faz sua quinta tentativa e finalmente consegue.
    No vídeo, o senhorzinho faz sua quinta tentativa e finalmente consegue. | Foto: Reprodução

    Nilson Izaias Papinho é o novo youtuber do momento. Com um vídeo fazendo 'slime', o idoso conseguiu subir na plataforma e agora está entre os “influenciadores em alta”. 

    O idoso entrou no ranking do YouTube que mostra os vídeos mais acessados. Ele ficou esta semana à frente de fenômenos como o youtuber Felipe Neto e a cantora Anitta, que lançou um novo clipe recentemente. Até o momento, já foram contabilizadas mais de 1,4 milhão de visualizações.

    Aprenda como fazer

    A cola branca é o principal ingrediente do slime. É ela que define o tamanho do brinquedo. Por cima da cola branca, deve ser acrescentado uma camada de creme de barbear, um pouco de água boricada e o colorante escolhido (corante alimentício, glitter ou tinta).

    Com as mãos, misture todos os ingredientes até obter uma massa uniforme, que desgrude da mão. Depois disso, é só começar a brincadeira.

    Cuidados

    Para o dermatologista Alex Panizza, o maior risco de utilizar estas substâncias para fazer o slime é a possibilidade de inalação, ingestão ou absorção por meio das mucosas ou feridas na pele.

    “Outros riscos são que os ingredientes usados no slime caseiro são potencialmente nocivos. Dependendo de quem os manuseia ou como é feito o manuseio, até os ingredientes aparentemente inofensivos, como colas e corantes, podem desencadear riscos de reações irritativas ou alérgicas para as crianças que têm predisposição. O contato destes materiais com as mucosas pode gerar uma irritação mais séria”, explica.

    Ele alerta ainda que para crianças que possuem dermatite atópica esse produto é contraindicado. Em algumas receitas caseiras, as pessoas usam boráx (borato de sódio) para criar o brinquedo.

    Em 2011, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o ácido bórico que estava presente em alguns cremes infantis, por dar reações adversas. O produto foi avaliado como sendo de classe toxicológica II, isto é, altamente tóxico.

     A água boricada é uma solução composta por ácido bórico, produto que contém o mesmo elemento presente no bórax. Porém, por ser diluído em água, seu uso apresenta menor risco.

    Edição: Bruna Souza

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