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    Moda


    Top model do Amazonas faz sucesso nas passarelas da Europa e Ásia

    Estampando beleza amazônica, a modelo é sucesso nos mercados europeu e asiático. Agora a amazonense se prepara para invadir o mercado norte-americano

    Além da Ásia e Europa, Rebeca trabalha agora na África do Sul
    Além da Ásia e Europa, Rebeca trabalha agora na África do Sul | Foto: Reprodução


    Manaus ­– Que menina nunca sonhou em ser a próxima Gisele Bündchen? É comum que parte das garotas sonhe em tornar-se grandes modelos internacionais, mas poucas realmente pagam o preço da árdua disciplina até chegar ao sucesso no mundo da moda. A amazonense Rebeca Portilho, 20, resolveu romper as dificuldades logísticas do Amazonas e hoje brilha nas passarelas do mercado europeu.  

    Ela conta que sofreu bullying no colégio, mas resolveu usar o diferencial ao seu favor
    Ela conta que sofreu bullying no colégio, mas resolveu usar o diferencial ao seu favor | Foto: Reprodução


    Quem hoje vê a beleza amazônica de Rebeca estampada em comerciais e campanhas de moda pela Ásia e Europa, nem imagina que a jovem pensava em ser médica quando ainda era criança. Porém, a aspiração para o mundo da moda sempre falou mais alto. A modelo explica que apesar de ter uma afeição pela medicina, ela cresceu imitando como as modelos desfilavam, entre elas, a icônica Gisele Bündchen.

    Rebeca Portilho desfilando na London Fashion Week 2019, na Inglaterra
    Rebeca Portilho desfilando na London Fashion Week 2019, na Inglaterra | Foto: Reprodução


    “Eu dizia que queria ser médica, mas meus pais contam que, por algum motivo, eu ficava imitando as modelos. Tirava fotos e desfilava como a Gisele, por exemplo. Quando completei 12 anos, eu me tornei completamente alta e magra para a maioria das meninas da minha idade e claro que comecei a sofrer bullying na escola. Foi aí que comecei a interessar-me pelo mercado fashion e fazer das minhas características o meu trabalho”, conta Rebeca.

    Realização

    A menina passou a correr atrás do sonho ainda em Manaus.  Ela conta que passou por diversos cursos de modelos que vinham para a cidade selecionar new faces para o mercado exterior, mas a inexperiência de Rebeca e os altos custos dos cursos na época quase fizeram a jovem desistir.

    Em 2015, Rebeca viu seu mundo mudar. A agência de modelos Backstage Model Amazônia convidou-a para trabalhar e a amazonense teve a carreira internacional estourada em menos de seis meses após ser revelada.

    A modelo é natural do Amazonas e após conquistar o mercado asiático e europeu se prepara agora para chegar ao mercado americano
    A modelo é natural do Amazonas e após conquistar o mercado asiático e europeu se prepara agora para chegar ao mercado americano | Foto: Reprodução


    “Na época, eu fui a primeira menina da agência a conseguir uma viagem de trabalho internacional. Me preparei durante seis meses para enfim viver meu sonho, que começou nas Filipinas, na Ásia. Entretanto, aprendi que não importa o quanto você se prepare, pois nesse ramo, muita coisa só se aprende na prática”, ressalta a modelo que atualmente está trabalhando na África do Sul.

    Na República das Filipinas, Rebeca conta que entre a saudade de casa e o aprendizado de um novo idioma, a maior dificuldade enfrentada pela jovem foi a de se descobrir enquanto atriz. Além das fotos e passarelas que a modelo passou a dominar quando chegou no país, trabalhos em comerciais de TV também exigiram dela autoconhecimento profissional.

    Rebeca Portilho desfilando na London Fashion Week 2019, na Inglaterra
    Rebeca Portilho desfilando na London Fashion Week 2019, na Inglaterra | Foto: Reprodução


    “Passei seis meses trabalhando nas Filipinas onde pude aprender muita coisa, entre elas, associar a minha profissão à atuação, o que foi difícil no começo. A nova experiência me exigiu um exercício desafiador, pois foi o que me preparou para as novas fases que ainda viriam. Em seguida, eu fui pra Indonésia e morei lá mais dez meses”, conta a modelo.

    Amadurecimento

    Rebeca também morou por dez meses na Indonésia e mais algum tempo em Singapura, onde amadurecia na profissão. Lá ela, junto com outras modelos, dividia um pequeno apartamento. Depois desse período em solo estrangeiro, a jovem decidiu voltar para o Brasil e tentar emplacar mais uma vez no mercado brasileiro.

    Rebeca Portilho revela que agora se prepara para chegar ao mercado norte-americano
    Rebeca Portilho revela que agora se prepara para chegar ao mercado norte-americano | Foto: Reprodução


    “Voltei para São Paulo na tentativa de fazer as coisas acontecerem por aqui, mas só quem está no sistema consegue ter dimensão de como o mercado brasileiro é competitivo em relação ao resto do mundo. Aqui nós temos milhares de meninas com belezas exuberantes e que, muitas das vezes, são mais valorizadas fora do Brasil do que aqui. Foi bom ter decidido voltar para o Brasil e perceber meu amadurecimento", revela a menina que voltou para modelar na Europa.

    Europa

    “Me senti mais madura pra vir à Europa, pois além de já ter viajado e conhecido o mercado asiático, meu namorado também mora aqui e acaba facilitando as coisas. Decidi então que viria fazer um tour em Londres para me apresentar nas agências de moda. Desde então, estou há 1 mês na Inglaterra, onde pude participar da London Fashion Week”, destaca a modelo que agora conclui um trabalho na África do Sul.

    Rebeca Portilho foi a primeira modelo da agência amazonense Back Stage Models Amazônia, a sair do país à trabalho
    Rebeca Portilho foi a primeira modelo da agência amazonense Back Stage Models Amazônia, a sair do país à trabalho | Foto: Reprodução


    A modelo revela que sua identidade cultural é uma tônica por onde quer que passe no mercado internacional. A mistura das características brasileiras abre portas para a amazonense, que encanta produtores de moda apaixonados pela misticidade da região amazônica.

    “Sempre que eu chego em um lugar eu digo que moro no Brasil, no Amazonas. As pessoas acham incrível, me chamam de guerreira Amazona, e me acho mesmo. Eu já enfrentei muitos desafios, saí de casa com 17 anos para enfrentar o mundo. Tenho orgulho de onde eu vim, do Estado que nasci. Temos uma cultura bonita forte e, humilde, sempre tento levar isso por onde eu passo”, ressalta.

    A modelo conta que os traços amazônicos fazem a diferença na competição por trabalho
    A modelo conta que os traços amazônicos fazem a diferença na competição por trabalho | Foto: Reprodução


    Recentemente, Rebeca foi contratada por um cliente internacional para um trabalho em Manaus. Ela conta que a experiência foi uma das mais importantes até agora, pois conseguiu unir a paixão pela profissão à identidade cultural amazônica.

    “Foi um dos trabalhos que mais teve acesso nas redes sociais”, revela a modelo.

    A amazonense conta que pretende estudar outras áreas no futuro, mas os dois próximos anos ela ainda deve continuar trabalhando como modelo no mercado europeu. O seu objetivo é alcançar o mercado americano. 

    Rebeca Portilho no backstage da London Fashion Week 2019, na Inglaterra
    Rebeca Portilho no backstage da London Fashion Week 2019, na Inglaterra | Foto: Reprodução


    “Nova Iorque é uma das capitais da moda e é onde muita coisa acontece para as meninas que querem ser modelos. Todos esses últimos anos trabalhando na Ásia e na Europa têm sido importantes para me preparar. Quero chegar em NY com bastante experiência e, para isso, sigo firme trabalhando o carisma, a disciplina e mantendo sempre o equilíbrio entre o corpo e a mente”, conclui Rebeca que já se prepara para atuar na Bélgica e também na Alemanha durante os próximos meses.

    Edição: Bruna Souza

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