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    Marcelo Jeneci se apresenta em Manaus nesta sexta-feira (25)

    O show acontece, a partir das 21h, no Teatro Manauara. Confira a entrevista exclusiva com o cantor

    Marcelo começou a viver de música aos 13 anos | Foto: Divulgação

    Manaus - Após seis anos sem trabalhar com músicas autorais, o cantor e compositor Marcelo Jeneci retorna à capital amazonense com a turnê do seu novo álbum chamado “Guaia”, terceiro da carreira. O show acontece, a partir das 21h, no Teatro Manauara, localizado na avenida Mário Ypiranga, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus.

    Marcelo traz “Guaia”, lançado no dia 22 de julho deste ano em todas as plataformas de música, memórias de sua infância em Guaianazes, distrito do município de São Paulo (SP), onde viveu grande parte de sua vida e teve seu primeiro contato com a música através do pai, que construía teclados.

    Com pouco acesso a equipamentos culturais e a uma arte mais livre, Marcelo se firmou no apoio dos pais e dos músicos que visitavam sua casa. Passou a viver de música aos 13 anos e conheceu o mundo aos 17, integrando a banda de Chico Cesar.

    “Sou de Guaianazes, bairro da periferia da cidade de São Paulo, construído por trabalhadores do Brasil profundo que espalham afeto, resistência, dança, dores, cores e cultura. Lá, recebi a chama e o chamado para romper com música o escuro do futuro. Trago na alquimia desse álbum a rua onde cresci, o agreste de Pernambuco e a grande metrópole que se fundiram em mim”, comentou Marcelo.

    O cantor traz para Manaus o novo álbum "Guaia"
    O cantor traz para Manaus o novo álbum "Guaia" | Foto: Marina Benzaquem/Divulgação

    Aos 28 anos, em 2010, lançou o primeiro álbum solo chamado “Feito Pra Acabar”. Em 2014, foi indicado ao Grammy Latino como o Melhor Álbum de Música Popular Brasileira com seu segundo disco "De Graça". 

    Seis anos depois, "Guaia" (2019) surgiu após um ano imerso na produção de se reconhecer e reconectar consigo mesmo trazendo sonoridades como sanfona, as bandas de pífano de Caruaru e a cultura jamaicana do sound system. O álbum também materializa o agreste de Pernambuco e a grande metrópole.  

    “O intervalo de seis anos entre o último álbum e Guaia, revelou em mim uma desconstrução muito necessária na passagem entre velho e novo, menino e homem e toda precocidade que me habitava por ter começado a tocar desde os sete anos”, confessou o cantor.

    Em entrevista exclusiva para Portal EM TEMPO, Marcelo contou sobre a relação com a música, admiração pela região amazônica e projetos futuros. Confira.

    Marcelo conversou com o EM TEMPO
    Marcelo conversou com o EM TEMPO | Foto: Marina Benzaquem/Divulgação

    EM TEMPO – Como surgiu a ideia de trabalhar com música?

    Marcelo Jeneci – Minha primeira memória de vida é uma música. Minha primeira cena registrada é uma música, mas não uma música conhecida, uma música do princípio, das incertezas da vida. 

    EM TEMPO – Você realizou uma parceria inédita com Arnaldo Antunes. Como foi trabalhar com ele? Há pretensão de trabalhar com outros artistas? Quais seriam?

    MJ – Eu e o Arnaldo somos bons amigos, então a experiência foi muito cativante. Apesar de ter a participação da cantora Ikashawhu, da tribo Yawanawa, na faixa que dá início ao meu novo álbum, tenho muita vontade de me apresentar ao vivo ao lado dela.

    EM TEMPO – Ikashawhu pertence a uma tribo indígena que habita no interior do Acre. O que levou a canção da cantora indígena?

    MJ – É uma reverência minha aos povos indígenas. Quando percebi que essa música que é o planeta terra falando em primeira pessoa, remetendo a voz dos nossos ancestrais, pelos nossos indígenas, fui tomado por uma emoção que se refletiu no processo de composição deste álbum.

    Marcelo Jeneci é natural de São Paulo
    Marcelo Jeneci é natural de São Paulo | Foto: Marina Benzaquem/Divulgação

    EM TEMPO – E sobre projetos futuros? Você tem algo em planejamento?

    MJ – Além de dar prosseguimento a turnê do meu novo disco nos palcos brasileiros. Tenho um disco que já foi gravado com um quinteto de cordas em Paraíba e acho que esse vai ser o próximo lançamento.

    EM TEMPO – Você veio a Manaus para realizar o show em 2015, no mesmo palco desta nova turnê. O que achou do público amazonense? Como é retornar à cidade manauara?

    MJ – Foi um experimento maravilhoso. Amo a umidade da região. Amo o povo amazonense, a peculiaridade que tem com a floresta. O show foi incrível, os ingressos esgotados. Espero que o show dessa vez seja assim também.