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    Celebração


    Festival celebra juventude indígena da região do Baixo Rio Negro

    Comunidade do Tumbira, na RDS Rio Negro, foi palco de evento que reuniu 250 pessoas

    Os cerca de 70 jovens que participaram do festival já integram de diversos projetos de educação da FAS
    Os cerca de 70 jovens que participaram do festival já integram de diversos projetos de educação da FAS | Foto: Samara Souza/Divulgação/FAS

    Baixo Rio Negro- A juventude ribeirinha e indígena do Amazonas da região do Baixo Rio Negro celebrou a própria identidade e o talento para as artes e o esporte no III Festival Juventudes Ribeirinhas, ocorrido no último sábado (30), com cerca 250 pessoas, entre 70 adolescentes e jovens, moradores de comunidades tradicionais situadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro e na Área de Proteção Ambiental (APA) Rio Negro, além de lideranças comunitárias e parceiros.

    O Festival Juventudes Ribeirinhas é resultado das ações do Programa de Educação, Saúde
    O Festival Juventudes Ribeirinhas é resultado das ações do Programa de Educação, Saúde | Foto: Samara Souza/Divulgação/FAS

    Eles participaram de diversas atividades como resultado das ações de educação desenvolvidas Fundação Amazonas Sustentável (FAS) no último ano. A comunidade do Tumbira, na RDS Rio Negro, em Iranduba, a cerca de uma hora de lancha de Manaus, foi o palco do festival, que está na terceira edição e incluiu rodas de conversa, oficinas, atividades esportivas e um espetáculo teatral na programação.

    Os cerca de 70 jovens que participaram do festival já integram de diversos projetos de educação da FAS, como o Incentivo à Leitura e à Escrita (Incenturita), o Intercâmbio de Saberes, o Jovens Empreendedores, as Práticas Agroecológicas, o Pequenos Curupiras e o Repórteres da Floresta. Todos os projetos são desenvolvidos nos Núcleos de Conservação e Sustentabilidade (NCS) e têm tem patrocínio a Samsung e o apoio do Instituto Alair Martins (IAMAR), Fundo Amazônia, Bradesco, Coca-Cola, Lojas Americanas, Hotéis Marriott, Instituto Liberta e Governo do Amazonas via Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

    A comunidade do Tumbira foi o palco do festival
    A comunidade do Tumbira foi o palco do festival | Foto: Samara Souza/Divulgação/FAS

    “O nosso festival superou todas as expectativas. Acreditamos no poder transformador da educação e entendemos que esses jovens têm a capacidade de traduzir toda a diversidade, riqueza, dinâmica e abundância que é a floresta, que é a Amazônia”, ressaltou Anderson Mattos, gerente do Programa de Educação Saúde e Cidadania da FAS. “Os jovens precisam ser estimulados para que deixem fluir seus talentos, dons, tudo aquilo que têm de mais bonito, criativo, colorido e a gente vem construir isso aqui com eles”, disse.

    A comunidade celebrou o talento para as artes e o esporte
    A comunidade celebrou o talento para as artes e o esporte | Foto: Samara Souza/Divulgação/FAS

    O estudante Paulo César, de 16 anos, da comunidade ribeirinha Santa Helena do Inglês, na RDS Rio Negro, participa do Festival Juventudes pelo terceiro ano e lembrou que o festival é uma oportunidade para ele e outros jovens desenvolverem habilidades na arte e nos esportes. “ É um projeto que traz muita coisa boa, como a sustentabilidade, as ações da FAS e que os parceiros participam. Nós somos uma família com o professor Emerson (Pontes) e a FAS, somos todos uma família. E ano que vem tem mais, vamos nos esforçar mais”, completou.

    Festival celebra juventude ribeirinha e indígena da região do Baixo Rio Negro
    Festival celebra juventude ribeirinha e indígena da região do Baixo Rio Negro | Foto: Samara Souza/Divulgação/FAS

    Entre os destaques da programação do Festival Juventudes Ribeirinhas estava a roda de conversa sobre o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5, o de Igualdade de Gênero, com foco nas mulheres ribeirinhas, um bate-papo sobre artesanato e a distribuição de exemplares do jornal Repórteres da Floresta, escrito e produzido pelos próprios jovens ribeirinhos e indígenas. “É a quarta vez que participo e está sendo muito bom. Apesar do nervosismo, é muito bom participar”, disse Andrey Santos, 19, da comunidade indígena Três Unidos.

    O festival está na terceira edição
    O festival está na terceira edição | Foto: Samara Souza/Divulgação/FAS

    Ações de educação

    O Festival Juventudes Ribeirinhas é resultado das ações do Programa de Educação, Saúde e Cidadania da FAS. Não só o festival, mas outras ações de educação desenvolvidas pela fundação em 16 Unidades de Conservação do Estado renderam à instituição o Prêmio Unesco-Japão de Educação para o Desenvolvimento Sustentável, o ESD Prize, concedido pela primeira vez a uma instituição da América do Sul.

    “Esse festival é uma ação é muito emblemática para todos nós e tem um grande simbolismo porque dá oportunidade aos jovens de mostrar seus talentos e ao mesmo tempo de descobrirem outras coisas que eles não conheciam. Essa foi uma das atividades que levou a Unesco, que é o órgão da ONU mais importante sobre educação do mundo a dar à FAS o prêmio ESD Prize. Nós somos a primeira instituição da América do Sul a receber esse prêmio”, reforçou o superintendente-geral da FAS, Virgílio Viana.

    *Com informações da assessoria