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    Música Amazonense


    O romantismo de Hêmilly Lira: conheça a história da cantora amazonense

    Contando um pouco da trajetória, inspirações e metas para 2020, a artista amazonense cedeu uma entrevista exclusiva para o EM TEMPO. Confira!

    Aos 31 anos de idade, Hêmilly Lira desfruta de 13 anos de carreira. Versátil, ela vai dos ritmos regionais da Amazônia ao pop romântico | Foto: Divulgação

    Aos 31 anos de idade, Hêmilly Lira desfruta de 13 anos de carreira. Versátil, ela vai dos ritmos regionais da Amazônia ao pop romântico. Começou a cantar na igreja e, em seguida, expandiu seus horizontes fazendo shows com o projeto musical “As Dessanas”, cantando toadas por todo o Amazonas.

    A paixão tem nome certo: “pop romântico”. Em 2009, Hêmilly lançou carreira solo mostrando suas composições. Ao todo, a cantora escreveu as baladas românticas chamadas de “Um romance Proibido”, “Só mais uma aventura”, “Nossa História” e, mais recentemente, “Sigo em Frente”.

    No ano de 2016, a cantora se mudou para o Rio de Janeiro em busca de seus sonhos, entre eles gravar seu primeiro single com a produção de Max Viana, músico consagrado e filho de Djavan.

    Hêmilly Lira define seu estilo uma mistura de MPB com Pop romântico
    Hêmilly Lira define seu estilo uma mistura de MPB com Pop romântico | Foto: Divulgação

    Na época, a cantora manauara lançou o primeiro single em nível nacional, a balada “Sigo em Frente” e assinou contrato com a Warner para distribuição nas plataformas digitais.

    Contando um pouco da trajetória, inspirações e metas para 2020, a artista amazonense cedeu uma entrevista ao Portal EM TEMPO. Confira!

    EM TEMPO – Quando o amor pela música despertou em você?

    Hêmilly Lira – O amor pela música despertou aos três anos de idade. A primeira lembrança que eu tenho é escutar uma música e começar a chorar. Depois, esse talento veio se aprimorar na escola, participei de coral. Fiz algumas apresentações. Eu sempre estava envolvida nessa área artística, sempre cantando. Com nove anos, fiz minha primeira poesia e, aos 12 anos, eu a musiquei e pronto, não parei mais. Na faculdade, conheci um jornalista que teve uma ideia de mulheres cantarem toadas e foi quando fundamos as ‘Dessanas’, projeto que durou entre os anos 2006 e 2008 até lançar carreira solo.

    EM TEMPO – Como é o processo de composição das músicas? De onde parte a inspiração?

    HL – Eu canto o que eu amo. Eu canto com o coração. Acho que definiria meu estilo como a junção de MPB [música popular brasileira] com música Pop romântica.

    EM TEMPO – Quantos trabalhos você já conseguiu realizar em sua carreira musical?

    HL – No início da minha carreira, com o ‘Dessanas’, eu cantei para 300 mil pessoas no Boi Manaus que falava sobre o canto do Uirapuru. Foi um momento muito emocionante da nossa carreira. Agora, como cantora solo, já fiz vários shows que me emocionaram ainda mais porque tive o apoio de grandes artistas que eu admiro muito, como Zezinho Corrêa, David Assayag, Arlindo Jr. Outro momento marcante da minha carreira foi quando fui escolhida para representar as cantoras amazonenses ao lado da Márcia Siqueira em uma cerimônia que contou com a ex-presidente Dilma Roussef no Teatro Amazonas.

    EM TEMPO – Além de cantora, você também é jornalista. Como consegue conciliar essas duas atividades?

    HL – A minha trajetória profissional se confunde. As duas profissões caminharam paralelamente, porém o jornalismo sempre esteve em primeiro lugar até o ano de 2016. A partir deste ano até agora, a música passou a ser o meu principal foco.

    No ano de 2016, a cantora gravou seu primeiro single com o filho do Djavan
    No ano de 2016, a cantora gravou seu primeiro single com o filho do Djavan | Foto: Divulgação

    EM TEMPO – Ser artista no Amazonas é símbolo de resistência. Você já passou por algum desafio durante sua trajetória?

    HL – Sim. Ser artista no Amazonas é resistir principalmente pela falta de oportunidade, valorização. É uma coisa que tem mudado muito sensivelmente, porém ainda é uma ferida na alma de todo artista daqui. Para o próprio público amazonense valorizar os amigos de profissão serem unidos é muito difícil. A gente não vê um movimento forte de músicos que faça a diferença. Não temos um representante lá fora. Não temos um representante apoiado pelo município fora do Amazonas, como o eixo Rio-São Paulo e fora do Brasil também. Acho que ainda falta muito para percorrermos nesse trajeto.

    EM TEMPO – Quais as metas para 2020? E para os próximos cinco anos?

    HL – Eu sou uma artista que ama a terra e as raízes amazônicas. Eu gostaria de conquistar o mundo levando e mostrando essa terra, principalmente a sonoridade amazônica. Minha maior meta é gravar o meu primeiro CD mesclando o pop com instrumentos indígenas.