Samba


Ex-porta bandeira orgulha-se dos 17 anos em que defendeu a Reino Unido

Elane Batista relembra o ano de estreia na escola de samba do Morro da Liberdade

Adalgisa Batista e Expedito Batista participaram de diversas alas no carnaval | Foto: Brayan Riker

Manaus - Em algumas famílias, o amor pelo samba é passado de geração em geração. Nas quadras da capital, não é difícil encontrar histórias de pessoas que dedicam a vida pelo samba, como diretores, mestres de bateria, coordenadores, brincantes, todos unidos para que o espetáculo aconteça.

Ex-porta-bandeira foi homenageada
Ex-porta-bandeira foi homenageada | Foto: Brayan Riker

Elane Batista, de 55 anos, com brilho nos olhos, relembra a trajetória na Escola de Samba Reino Unido da Liberdade, em que esteve presente desde a fundação, em 1981. O amor que carrega pela agremiação foi passado pelos seus pais, Adalgisa Batista e Expedito Batista, ambos participaram de diversas alas, como Harmonia, Baianas, Comunidade, entre outros.

| Foto: Brayan Riker

Ela relembra que sempre teve vontade de participar como porta-bandeira. “Eu conversei com o carnavalesco Chico Cardoso, que coordenava a ala em 1999, e falei que era um sonho poder participar. Ele aceitou e, no ano seguinte, desci como porta-bandeira. E assim foram os 17 anos seguintes. Tive cinco mestres-salas, ganhei prêmios, me sinto realizada”.  

Elane Batista
Elane Batista | Foto: Facebook

“É uma emoção que se renova a cada ano. Você explode, eu me arrepio toda. Você chora. É alegria. A Reino Unido, para mim, é amor, é puro amor”, declarou a ex-porta-bandeira, que foi homenageada no seu último ano à frente do item ganhando o prêmio de melhor fantasia. Ela afirma que ficou muito emocionada, pois foi um ano muito significativo. 

Para Elane e a família, Carnaval e folia é um legado que atravessa gerações e reforça os vínculos familiares e a união.