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    Cultura


    Cena de teatro cada vez mais forte em Manaus

    O ano de 2012 foi bastante promissor para o teatro local. Quem avalia a questão desta forma é Márcio Braz, ator, diretor e crítico amazonense. Como base, ele usa três grandes eventos que ganharam Manaus ao longo do ano, como a Mostra de Teatro, o Festival Breves Cenas e a nona edição do Festival de Teatro da Amazônia (FTA), todos sucessos de público. "A categoria teatral se reuniu mais, discutiu e deliberou com humildade sobre assuntos essenciais de nossa atividade", frisa. Braz comenta que um grande passo dado ao longo do ano foi a construção do diagnóstico da categoria, de modo a fazer parte do Plano Municipal de Cultura de Manaus, a ser votado pela Câmara dos Vereadores em 2013. Segundo ele, cada vez mais a faculdade de teatro da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) tem suscitado interesse na área, criando performances, pequenas mostras e grupos de pesquisa. "Até intercâmbios internacionais os alunos estão fazendo", ressalta. Outro grande marco em 2012 foi a decisão em modificar a estrutura do FTA, "um passo importante para o amadurecimento da classe", como acredita o crítico. Mas ainda falta muita coisa para o teatro amazonense atingir seu apogeu. Braz aposta na chegada do novo prefeito a Câmara Municipal de Manaus, principalmente, para a área receber uma sensibilidade maior em termos de investimento. "A prefeitura precisa entender que temos como símbolo da cidade o Teatro Amazonas e a música "Porto de Lenha", escrita para ser trilha de uma peça. São duas grandes referências que por si só já atestam nossa vocação em atingir a grande massa e oferecer o público nossa maior identidade: a alegria e o amor imenso de estar no palco", afirma. Quando perguntado para o que devemos nos atentar mais neste próximo ano, Braz é rápido e reitera sua opinião anterior: "A administração do Secretário de Estado de Cultura, Robério Braga, não consegue investir no interior porque se ocupa demais com Manaus, já que a prefeitura nunca promoveu uma política cultural". De acordo com ele, a cidade se ressente de uma gestão eficiente e sensível que entenda que a cultura é a identidade do povo amazonense e aponta como uma possível solução mostrar para a administração de Artur Neto que é necessário promover uma revolução cultural em Manaus, "que há anos vem sendo castigada com atuações pavorosas e populistas".