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    Cinema


    Cenas icônicas da história do Cinema

    . Existem cenas que permanecem na memória do público por décadas, reforçando a ideia de que um bom filme deve resistir ao tempo. Vamos revisitar algumas delas?

    | Foto: divulgação

    Em diversos momentos do dia a dia, não é incomum passarmos por situações que, imediatamente, nos fazem lembrar de uma cena famosa do Cinema. Ao imaginarmos em um banho calmo, por exemplo, a última coisa que alguém quer é pensar na clássica cena no chuveiro de Psicose, do mestre Alfred Hitchcock.

    Mas quem nunca retomou a rotina na academia e logo se viu como Rocky Balboa treinando, correndo pelas ruas e subindo a escadaria do Museu de Arte da Filadélfia?

    Imagens icônicas como essas ficam cravadas na mente do espectador e se tornam referências da sétima arte, sendo replicadas e homenageadas constantemente. Separamos algumas delas a seguir. Confira!

    O Poderoso Chefão: ‘Você nem pensa mesmo em me chamar de Padrinho!’

    No dia do casamento de sua caçula, Don Corleone recebe um convidado que lhe pede para tirar a vida de dois rapazes que violentaram sua filha. O chefe da máfia fica indignado com a falta de respeito do homem, que se dispõe a pagar qualquer quantia para ter sua vingança.

    Em uma passagem que demonstra todo o poder e inteligência do patriarca da família, ele pede apenas a amizade do sujeito, que, talvez, apenas precise retribuir um favor. A cena ainda conta com uma interação improvisada entre Marlon Brando e um gato, que apareceu no set de filmagens naquele dia. 

    E.T: O Extraterrestre: A bicicleta voadora

    Steven Spielberg é um mestre na criação de blockbusters para toda a família e com E.T. não foi diferente. A cena se trata do momento em que o garotinho Eliot anda de bicicleta com seu amigo alienígena, que coloca suas habilidades em prática ao levantar voo.

    Ao cruzar a enorme lua brilhante, a emoção é ainda mais intensificada pela clássica trilha sonora de John Williams, e se tornou tão marcante que foi destacada como a imagem de capa do filme.

    Star Wars: O Império Contra-Ataca: ‘Eu sou o seu pai!’

    O primeiro capítulo da saga Star Wars revolucionou a história do Cinema com sua temática e efeitos visuais, em 1977. Mas foi sua continuação, em 1980, que apresenta a cena mais famosa da franquia e um dos maiores plot twists da sétima arte.

    Após um longo embate com Darth Vader, o herói Luke Skywalker tem sua mão arrancada pelo vilão. Ferido e acuado, o protagonista acusa o Lord Sith de ter matado seu pai, quando este faz uma revelação surpreendente: “Não, eu sou seu pai!”

    Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida: Escapando de armadilhas

    Já falamos sobre as contribuições de Steven Spielberg e George Lucas para o Cinema. Então, não é nenhuma surpresa que uma colaboração entre os dois resultaria em uma das cenas mais icônicas da história.

    Quando o arqueólogo interpretado por Harrison Ford se aventura em um templo indígena em busca de um artefato valioso, tudo parece bem. É aí que várias armadilhas tentam o impedir de sair de lá com vida, com direito a uma bola de pedra gigante, que não amassa o protagonista por muito pouco.

    Ben-Hur: A corrida de bigas

    No filme de 1959, um dos maiores vencedores da história do Oscar, Judah Ben-Hur é um príncipe judeu, que, após um acidente, é traído pelo comandante romano Messala e condenado à escravidão. Ao salvar a vida de um cônsul durante um naufrágio, ele volta a construir sua riqueza e se destaca em corridas de bigas.

    A pedido de um xeque árabe, Ben-Hur aceita participar de uma corrida na Judeia, diante de Pôncio Pilatos. Em uma longa cena, que contou com os maiores cenários e orçamentos até então, o protagonista interpretado por Charlton Heston vence a corrida e ainda perdoa Messala, que morre tentando destruir seu carro.

    Cantando na Chuva: ‘Just singing in the rain!’

    Em 1927, o Cinema vive sua transição dos filmes mudos para os falados, e Don Lockwood, astro do estúdio Pictures Monumental, precisa se adaptar à nova fase. Preocupado com sua carreira e vivendo um relacionamento de fachada, ele conhece Kathy, uma atriz de teatro que o ajuda a produzir um musical.

    Em uma cena que demonstra toda sua felicidade e êxtase pela vida, o personagem canta e dança na chuva, como se nada o pudesse abalar, mesmo que o ator Gene Kelly estivesse ardendo em febre nas gravações. A “chuva” era misturada com leite, encolhendo o terno do protagonista, que não pôde ser usado novamente.

    O Iluminado: ‘Aqui está Johnny!’

    Na adaptação de Stanley Kubrick para o livro de Stephen King — que, por sinal,  detestou ver sua obra nas telas —, Jack Torrance é encarregado de tomar conta de um hotel isolado durante a temporada de inverno, levando sua esposa e filho na jornada.

    Consumido pela loucura, o zelador persegue sua esposa, enfurecido. Quando ela se tranca no banheiro, Torrance quebra a porta com um machado, e, numa improvisação brilhante de Jack Nicholson, exclama “Aqui está Johnny!”, expressão tirada do célebre talk-show apresentado por Johnny Carson.

    Tempos Modernos: Homem vs. máquina

    O filme de 1936 traz uma reflexão sobre a vida dos trabalhadores nas fábricas da época. Com a chegada de máquinas “modernas”, o Vagabundo precisa acompanhar ritmo delas, com uma atuação ininterrupta e mecânica na linha de montagem, que o leva a ser sugado pelo equipamento.

    O personagem circula espremido pelas engrenagens em uma passagem que ilustra como o trabalho pode esmagar o operário. Esse foi o primeiro filme de Charlie Chaplin a contar com fala, emitida apenas por meio de dispositivos eletrônicos, em uma sacada que reforça toda a discussão do filme.

    E você, lembrou de todas as cenas citadas nesta lista? Pudemos perceber que um momento na tela do cinema pode ser eternizado na história, mesmo que improvisado, e mexer com o público para sempre. Esse é o poder da sétima arte!

    *Com informações da assessoria