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    Coronavírus


    Pandemia da Covid-19 afeta indústria musical no Brasil

    Segundo o produtor, shows promovidos por grandes músicos representam uma monopolização de recursos

    | Autor: Tatiana Sobreira/ WEB TV Em Tempo

    Profissional comentou os impactos do novo coronavírus na indústria fonográfica e nas dinâmicas de apresentação de artistas
    Profissional comentou os impactos do novo coronavírus na indústria fonográfica e nas dinâmicas de apresentação de artistas | Foto: WEB TV Em Tempo

    Em entrevista ao programa Cultura Em Tempo, o músico Marco Bosco concedeu uma entrevista a jornalista Tatiana Sobreira. Na ocasião, o profissional comentou os impactos do novo coronavírus na indústria fonográfica e nas dinâmicas de apresentação de artistas. 

    Marcos Bosco é produtor e percussionista. Já trabalhou com grandes nomes da música brasileira como Caetano Veloso e Gilberto Gil. Morou no Japão durante 28 anos e atualmente reside no interior de São Paulo. 

    Marco Bosco, percussionista e produtor ganhador do Grammy Americano em 2009 e indicado ao Grammy Latino em 2012
    Marco Bosco, percussionista e produtor ganhador do Grammy Americano em 2009 e indicado ao Grammy Latino em 2012 | Foto: Reprodução

    Impactos covid-19

    Segundo Bosco, a indústria musical, antes da pandemia, representava 13% do Produto Interno Bruto (PIB) e empregava aproximadamente 25 milhões de pessoas no país. Atualmente nada disso é possível, por isso comenta as ‘transformações’ que vêm surgido no meio artístico, principalmente as relacionadas à apresentação, como as ‘lives’. 

    A prática de shows ao vivo (lives) via internet tem se tornado uma das maiores atrações durante o isolamento social. Semanalmente, dezenas de artistas produzem apresentações em casa e transmitem a milhares de brasileiros. Sobre isso, Marcos comenta que já executava essa dinâmica muito antes da pandemia. “Se for por isso, estou de quarentena há 10 anos”, falou em tom de brincadeira.

    Apesar de já estar acostumado com a dinâmica do Home Office, o profissional revela que a quarentena tem elevado a experiência a outro patamar. Ele revela que os acessos às suas transmissões triplicaram desde o início da quarentena.

    No entanto, apesar da popularização da prática, há uma série de problemáticas em torno das lives. Segundo o produtor, os shows promovidos por grandes músicos, que atingem milhões de pessoas, representam uma monopolização de recursos. Isto é, apesar de arrecadarem doações para causas sociais de amparo durante a pandemia, eles ainda retêm grande parte dos valores (levando em consideração os patrocinadores) uma vez que a equipe é reduzida. 

    Amparo aos trabalhadores 

    No Brasil, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) atua como facilitador junto aos canais e espaços que utilizam música, realizando cadastros e informando sobre a importância da retribuição autoral para os artistas. 

    Segundo Bosco, a situação de arrecadação no Brasil era fraca, mas em face da situação de vulnerabilidade econômica causada pelo novo vírus, a Ecad vai buscar possibilitar auxílio a classe artística com o ‘adiantamento extraordinário’, voltado para trabalhadores que dependem do rendimento de direitos autorais. 

    Esperança

    Embora a situação esteja desmotivadora, Marco Bosco aconselha àqueles que desejam atuar na área. 

    "Aproveite a democratização que a internet proporciona, estude e aprenda a fundo suas áreas de interesse até encontrar seu segmento ideal"

     Confira mais detalhes na entrevista: 

    | Autor: Tatiana Sobreira/ WEB TV Em Tempo

    *Colaborou Web Tv Em Tempo/ Tatiana Sobreira e Beatriz Silveira