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    ‘White lines’, nova série do criador de ‘La casa de papel’

    Criador de ‘La casa de papel’, o espanhol Álex Pina promove choque entre as culturas anglo-saxã e latina em sua nova série, ambientada na Ibiza dos anos 1990 e de hoje

    Para o diretor, há pontos em comum entre a nova série com “Lá Casa de Papel”
    Para o diretor, há pontos em comum entre a nova série com “Lá Casa de Papel” | Foto: Divulgação

    Em tempos de quarentena, há logo de cara um bom motivo para assistir a “White lines”: a beleza espetacular da natureza em Ibiza, a famosa ilha no sul da Espanha onde se passa a série, que estreia na Netflix na próxima sexta-feira (15). Mas o criador da trama, o espanhol Álex Pina, diz que quis ir além da superfície brilhante do balneário.

    “Ibiza foi um paraíso para a liberdade e, 20 anos depois, se transformou em um paraíso do luxo e do dinheiro, para os milionários”, comenta ele sobre a inevitável gentrificação da ilha, que virou um polo da música eletrônica nos anos 1990 e, até a pandemia do coronavírus, sofria com sua saturação, como tantos pontos turísticos na Europa.

    É com esses dois momentos como pano de fundo que se desenrola a história de “White lines”, primeiro projeto do criador de “La casa de papel” com ambições globais desde o início. O ponto de partida era o encontro entre as culturas latina e anglo-saxã, algo que transcorreu também por trás das câmeras: a produtora de Pina trabalhou lado a lado com a britânica Left Bank, empresa responsável pela série “The crown”.

    “Foi mais complicado porque não falo inglês, mas não mudamos a forma de trabalhar ou escrever”, conta Pina, em teleconferência, sobre a parceria internacional.

    Diante do encontro com os britânicos, surgiu a história de Zoe (Laura Haddock), uma inglesa de Manchester que, 20 anos após o desaparecimento do irmão, um jovem e famoso DJ, descobre que ele morreu em condições misteriosas na Espanha. Nos anos 1990, em Manchester, floresciam as raves na cena alternativa, enquanto Ibiza, com suas boates lotadas, se consolidava como epicentro da música eletrônica.

    “Ela vai a Ibiza com perguntas sobre o que aconteceu com o irmão e acaba encontrando respostas sobre sua própria vida”, resume Pina.

    Por lá, Zoe logo se depara com antigos amigos do irmão, que viveram uma juventude sem freios e agora, quarentões, se confrontam com as consequências: logo no primeiro episódio, um deles, Marcus (Daniel Mays), está em apuros com traficantes romenos depois de tentar vender cocaína para pagar as contas. Também entre os habitantes da ilha está um rosto familiar dos brasileiros: o ator português Nuno Lopes, que participou de novelas como “Esperança” (2002), vive o capanga de uma família da região, e rapidamente se encanta pela inglesa.

    Para Pina, há pontos em comum entre a nova série e “La casa de papel”, apesar da diferença entre os gêneros.

    Com informações do O Globo*