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    Diário Literário de Emilly


    Amazonense de 13 anos usa as redes sociais para incentivar a leitura

    Com apenas 13 anos, a estudante Emilly Alves começou um projeto on-line como forma de estimular a leitura

    Emilly se orgulha dos exemplares que já leu
    Emilly se orgulha dos exemplares que já leu | Foto: Divulgação

    Manaus - Apaixonada por leitura, a estudante amazonense Emilly Alves, de 13 anos, decidiu criar a página ‘’Diário Literário de Emilly’’, para compartilhar e incentivar outras pessoas a descobrirem o mundo mágico que os livros carregam.

    Com o incentivo da mãe, Jéssica Alves, de 32 anos, as duas começaram o projeto como mais uma forma de estimular o aprendizado da pequena, e, em menos de uma semana, a iniciativa ganhou grandes proporções, recebendo comentários de escritores e elogios de internautas. “Ficamos muito felizes com a repercussão, principalmente a Emilly”, afirmou Jéssica.

    Na página do Instagram, outros leitores admiraram o projeto com comentários positivos. A escritora Márcia Evelin é uma das apoiadoras e incentivou Emilly no interesse pela literatura. “Fiquei cheia de encantamento quando vi sua página. Parabéns e sucesso sempre”, escreveu pela rede social.

    A mãe conta que Emilly sempre gostou de ler, e a página no Instagram foi mais uma ideia para estimular a filha. “A leitura é muito importante, e eu sempre incentivei de forma espontânea, nunca foi algo muito intencional. O interesse dela foi crescendo e florescendo naturalmente’’, afirma Jéssica.

    Utilizar cenários do Piauí é outra forma de fazer o projeto divertido
    Utilizar cenários do Piauí é outra forma de fazer o projeto divertido | Foto: Divulgação

    Diário dos Livros Lidos

    A paixão pelos livros recebeu a devida atenção, e, por não possuírem uma boa condição financeira, a família recebeu ajuda de amigos e colegas, que alimentaram o interesse emprestando livros. “Como ela tinha que devolver, eu pensei em uma forma que ela pudesse aproveitar ao máximo, não somente ler, devolver, e depois esquecer sobre o que ela aprendeu”, contou a mãe.

    E, dessa forma, Emilly ganhou três cadernos: um intitulado ‘’Diário dos Livros Lidos’’, onde a pequena escreve ao final da leitura o que entendeu sobre a obra; outro caderno que ela ilustra desenhos dos livros; e um terceiro chamado ‘’Recontos’’, onde ela pode criar novas histórias inspiradas nas leituras, como, por exemplo, um final diferente ou uma situação com os personagens.

    “Tudo isso vai deixando a forma de aprender mais natural, e, no final, ela não acaba só lendo, mas também interpretando, estimulando a criatividade, treinando a escrita”, explica a mãe.

    Para aproveitar ao máximo a didática, Jéssica também utiliza multiplataformas após as leituras. Como o livro “A Menina Que Roubava Livros’’, que Emilly também assistiu à adaptação para cinema da obra e documentários sobre a Segunda Guerra Mundial.

    “É uma forma divertida de fazê-la aprender, e, acima de tudo, para entender melhor o contexto das leituras e se aprofundar em temas relevantes para a idade dela’’, se orgulha a mãe.

    Emilly foi ganhadora do concurso  Circuito de Leitura das Escolas Públicas de Campo Maior
    Emilly foi ganhadora do concurso Circuito de Leitura das Escolas Públicas de Campo Maior | Foto: Divulgação

    Projeto

    Natural de Manaus, Emilly mora atualmente no Piauí, e as paisagens do estado são outra forma de criar mais interesse pelo projeto. “Nas fotografias que tiramos, buscamos pontos turísticos da cidade para criar mais uma forma de manter o projeto de forma divertida, e tudo isso nos aproximou muito como família”, comenta Jéssica.

    Nas postagens, Emilly já recomendou livros como Persépolis, de Marjane Satapri e Frida Kahlo, de uma coleção infantil de Nadia Fink e Pitu Saá. e conta que a experiência da página tem sido muito boa.

    Entre o tipo de leitura preferida, a estudante menciona ficção, mas os livros preferidos são vários. “Eu não consigo escolher, mas gosto muito de ‘O mundo de Sofia’, a coleção do ‘Diário de um Banana’ e da saga ‘Harry Potter”.

    O interesse pela leitura possibilitou muito aprendizado para Emilly, mas a diversão também é um fator que ajuda muito. “Quando eu leio, entro no mundo de imaginação, e posso ir a diversos lugares”, fantasia a manauara.

    Estudando em Piauí, Emilly foi a 1º colocada no concurso Circuito de Leitura das Escolas Públicas de Campo Maior, e, junto com a mãe, ela tem interesse de levar o projeto para o ambiente escolar, incentivando mais ainda a leitura.