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    Amazonas


    Talento nato: os grandes compositores do Amazonas

    Chico da Silva, Ronaldo Barbosa e Aldísio Filgueiras são alguns dos grandes compositores do norte

    Chico da Silva é dono de grandes composições conhecidas nacionalmente
    Chico da Silva é dono de grandes composições conhecidas nacionalmente | Foto: Ione Moreno

    Manaus - Grandes talentos nasceram no Amazonas e marcaram o cenário cultural. Lembrando algumas personalidades de destaque, o EM TEMPO listou compositores amazonenses que deixam um legado extenso da arte do Norte.

    Chico da Silva

    Símbolo da cultura amazonense, o parintinense Francisco Ferreira da Silva, mais conhecido como Chico da Silva, é responsável por diversas composições de sucesso, e deixou marcas também no Festival Folclórico de Parintins, compondo toadas para os dois bois-bumbás Garantido e Caprichoso.

    Começando no samba, Chico da Silva deixou grandes sucessos, como “Vermelho”, “Tempo Bom”, “Esquadrão do Samba”, “É Preciso Muito Amor”, “Domingo de Manaus” e “Cantiga de Parintins”. Teve duas composições gravadas pela cantora Alcione: “Pandeiro é Meu Nome” e “Sufoco”.

    “Vermelho”, interpretada por David Assayag, a música foi grande sucesso no Brasil e em Portugal, e chegou a ser interpretada também pela cantora Fafá de Belém. A toada é uma das mais famosas do boi Garantido e do Festival de Parintins.

    Já a “Pandeiro É Meu Nome” foi gravada inicialmente pela cantora Alcione, e o single marcou 400 milhões de vendas. Com interpretação pelo próprio Chico da Silva, a canção foi incluída na trilha sonora da novela Sem Lenço, Sem Documento, da Rede Globo.

    Ronaldo Barbosa

    Desde final dos anos 80, Ronaldo Barbosa compõe para o boi-bumbá Caprichoso, e já ultrapassou a marca de 100 músicas lançadas, entre elas, ‘’Pesadelo dos Navegantes’’, umas das toadas eternizadas na voz de Arlindo Júnior, ‘‘Réquiem – Prece aos Espíritos’’ e ‘‘Mura, o Príncipe das Águas’’.

    “Kananciuê”, lançada em 1995 na voz de Arlindo Júnior, conta a história do povo Karajá e da principal entidade deles, o Kananciuê. A canção já foi interpretada pelo grupo Carrapicho e pela cantora Maria Gadú, durante festival de música na Suíça.

    Aldísio Filgueiras

    Compositor, poeta e jornalista, nasceu em Manaus e tem uma enorme trajetória de contribuição à arte regional, com livros publicados e participação em músicas. Vários trechos de poemas foram convertidos em canções.

    “Porto de Lenha”, em parceria com o compositor mineiro Torrinho, Aldísio Filgueiras compôs a primeira versão da canção-crítica ao povo que exalta outras culturas acima da própria, que se tornou retrato do Amazonas.

    Eliana Printes

    Cantora e compositora, a amazonense ganhou diversos prêmios de abrangência nacional, e segue gêneros diversos, misturando Música Popular Brasileira (MPB) e música clássica.

    As músicas de Eliana Printes já atingiram grande audiência nas rádios de São Paulo e Rio De Janeiro, onde ela atualmente segue com a carreira. Já participou de festivais fora do Brasil e gravou em Portugal.

    Júlio Hatchwell

    Natural de Maués, Júlio é violonista, concertista, pianista, poeta e compositor clássico, com grandes contribuições para a música nacional. Júlio é fundador do Coral Amazonas e do Madrigal e da Escola de Música que levam seu nome, em Manaus.

    A composição “Sonata da Vida” foi orquestrada em homenagem ao bicentenário do falecimento de Mozart, e Sinfonia Amazônica: O Desbravamento do Novo Mundo já foi apresentada pela Orquestra de Câmara do Amazonas no Teatro Amazonas.

    Claudio Santoro

    Nascido em Manaus, o cantor e compositor foi o fundador da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília, atualmente Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro e colaborou com o Hino do Amazonas. Em sua área, ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais.