Fonte: OpenWeather

    Literatura


    30 livros incríveis para ler antes de morrer; confira

    O EM TEMPO listou alguns exemplares de sucesso mundial e que marcaram a literatura

    Existem livros que merecem ser lidos pelo menos uma vez na vida
    Existem livros que merecem ser lidos pelo menos uma vez na vida | Foto: Divulgação

    Manaus – A literatura é a porta de entrada para os mais diversos conhecimentos sobre o mundo. Sem precisar sair de casa, um livro permite vivenciar situações fora do cotidiano e conhecer outras culturas e épocas diferentes. Como disse o poeta brasileiro Mário Quintana: "O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado".

    Algumas obras trazem enredos clássicos e que merecem ser lidas pelo menos uma vez na vida. Pensando nisso, o EM TEMPO listou alguns dos maiores tesouros literários da história. Confira:

    Dom Casmurro, Machado de Assis

    | Foto: Divulgação

    Do escritor brasileiro Machado de Assis, o livro é um dos maiores clássicos da literatura nacional e também foi aclamado internacionalmente. Publicado e traduzido em mais de 15 países, o exemplar pode ser lido em italiano, francês, inglês, espanhol, turco, alemão, sueco, polonês, russo e outros idiomas.

    O romance entre Capitu e Bentinho e a sombra do melhor amigo, Escobar, que está no rosto do único filho do casal, é motivo de estudos e discussões até hoje, desde a publicação em 1990, quando a pergunta ‘’traiu ou não traiu?’’ é feita.

    Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez

    A obra do colombiano Gabriel García Márquez ganhou o Prêmio Nobel da Literatura em 1982, e é atualmente considerada uma das obras mais importantes da literatura latino-americana, sendo umas das mais lidas e traduzidas de todo o mundo.

    Narrando a trama de quatro gerações da família Buéndia, a matriarca Úrsula carrega o leitor pelos anos, personagens, intrigas, casos fantásticos e, principalmente, sentimentos da família, que funciona quase como um personagem único.

    A Revolução dos Bichos, de George Orwell

    | Foto: Divulgação

    O romance, publicado no Reino Unido em 1945, é considerado pela revista americana Time um dos cem melhores da língua inglesa. O autor George Orwell, um socialista democrático, revelou que a obra é uma sátira à política stalinista, associando corrupção e fraquezas humanas à União Soviética comunista.

    Major, um velho porco, reúne os animais da fazenda para partilhar um sonho: serem governados por eles próprios, os animais, sem a submissão e exploração do homem.

    Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

    Criticando estados autoritários e o capitalismo, o moderno clássico traz aspectos tecnológicos, industriais e humanos na obra futurista, integrando a lista dos 100 melhores romances de língua inglesa do século XX.

    A história se passa em Londres no ano 2540, o romance antecipa desenvolvimentos em tecnologia reprodutiva, manipulação psicológica e condicionamento clássico, em uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos.

    As mil e uma noites, autor desconhecido

    A coleção reúne de histórias e contos populares originárias do Médio Oriente e do sul da Ásia, compiladas em língua árabe a partir do século IX.

    As histórias que compõem as Mil e uma noites têm várias origens, incluindo o folclore indiano, persa e árabe. Não existe uma versão definida da obra, uma vez que os antigos manuscritos árabes diferem no número e no conjunto de contos.

    Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll

    Maior obra do gênero de fantasia, a história aparentemente infantil traz diversas interpretações envolvendo a psicologia adolescente e alusões satíricas.

    O livro conta a história de Alice, que cai numa toca de coelho e é transportada para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares, revelando uma lógica do absurdo.

     Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes

    Um dos maiores clássicos da literatura espanhola, Dom Quixote conta a história de um cavaleiro que leu demasiados romances e enlouqueceu. Dom Quixote agora pensa que é um herói, como nos livros que leu, e sai em busca de aventuras com seu leal escudeiro, Sancho Pança. Esse livro cômico inspirou muitas outras sátiras ao longo da História.

    1984, de George Orwell

    Ao lado de ‘’Revolução dos Bichos’’ e ‘’Admirável Mundo Novo’’, o romance é um dos clássicos modernos que questionam sistemas de controle, sendo um livro indispensável para o entendimento da história moderna e traduzido para 65 países. A inspiração do livro vem dos regimes totalitários das décadas de 30 e 40.

    Winston vive aprisionado em uma sociedade completamente dominada pelo Estado. Essa submissão ao poder, é relatada na rotina do personagem, que trabalha com a falsificação de registos históricos. Winston, não aceita bem a realidade e vive questionando a opressão que o Partido e o Grande Irmão exercem sob a sociedade.

    Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking

    O livro de divulgação científica escrito pelo Professor Stephen Hawking, publicado pela primeira vez em 1988, foi responsável por levar às ‘’massas’’ vários temas de Cosmologia, incluindo a Teoria do Big Bang, os buracos negros, os cones de luz e a Teoria das Supercordas, ao leitor não especialista no tema.

    Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

    Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, Fahrenheit 451, de Ray Bradubury, revolucionou a literatura com um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra.

    Garota Exemplar, de Gillian Flynn

    Desde sua publicação, em 2012, Garota exemplar tornou-se sucesso de público e crítica, alcançando o topo das mais prestigiadas listas de mais vendidos ao redor do mundo e consagrando sua autora, Gillian Flynn, como a mais aclamada escritora de suspense da atualidade.

    O livro começa no dia do quinto aniversário de casamento de Nick e Amy Dunne, quando a linda e inteligente esposa de Nick desaparece da casa deles às margens do rio Mississippi. Sinais indicam que se trata de um sequestro violento e Nick rapidamente se torna o principal suspeito.

     Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa

    Considerado por muitos como o maior escritor brasileiro, João Guimarães Rosa lançou sua epopéia Grande Sertão: Veredas em 1956. O livro é não só um clássico da literatura lusófona, mas também mundial. A história se passa no sertão brasileiro e acompanha a jornada do jagunço Riobaldo, as guerras e conflitos no sertão e também seu relacionamento com o intrigante jagunço Diadorim. O escritor traz a linguagem sertaneja para a voz de seu protagonista, utilizando neologismos que muitas vezes podem ser incompreensíveis, mas que fazem total sentido na saga que é ler este grande clássico literário.

    Homem Invisível, de Ralph Ellison

    O livro aborda vários temas sociais e intelectuais que a comunidade negra nos Estados Unidos enfrentava no começo do século XX, incluindo racismo, nacionalismo negro, a relação entre a identidade negra e o marxismo, e as políticas reformistas raciais de Booker T. Washington, além de assuntos como individualismo e identidade pessoal.

    Lolita, de Vladimir Nabokov

    Lolita é um dos mais impactantes romances do século XX. Polêmico e irônico, O romance é notável por seu assunto controverso: o protagonista e narrador não confiável, um professor universitário de literatura de meia-idade sob o pseudônimo Humbert Humbert, está obcecado por Dolores Haze, de 12 anos, com quem ele se torna sexualmente envolvido após ele se tornar padrasto dela. "Lolita" é seu apelido privado para Dolores.

    A Hora da Estrela, de Clarice Lispector

    Se você procura bons livros para ler, qualquer obra de Clarice Lispector pode entrar na sua lista. A escritora brasileira é uma das mais celebradas no mundo literário de todos os tempos. Em A Hora da Estrela, ela conta a história de Macabea, uma datilógrafa que migra de Alagoas para o Rio de Janeiro. O livro também conta a história do narrador, Rodrigo S.M. e de suas reflexões sobre a vida e o próprio processo de escrita.

    Hamlet, de William Shakespeare

    É uma tragédia de William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1601.[2][3] A peça, situada na Dinamarca, reconta a história de como o Príncipe Hamlet tenta vingar a morte de seu pai, Hamlet, o rei, executado por Cláudio, seu irmão, que o envenenou e em seguida tomou o trono casando-se com a rainha. A peça traça um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida — do sofrimento opressivo à raiva fervorosa — e explora temas como a traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade. Hamlet é de longe uma das maiores influências literárias de toda a história da humanidade. “Ser, ou não ser, eis a questão”.

    Persépolis, de Marjane Satrapi

    História em quadrinhos francesa autobiográfica e desenhada de Marjane Satrapi, retrata sua infância até os primeiros anos de vida adulta no Irã, durante e após a Revolução Islâmica.

    Persépolis lembra os leitores da “precariedade da sobrevivência” em situações políticas e sociais.

    Orgulho e preconceito, de Jane Austen

    A autora nos apresenta Elizabeth Bennet como heroína irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Darcy. Nesse livro, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo.

    O livro pode ser considerado a obra-prima da escritora, que equilibra comédia com seriedade, observação meticulosa das atitudes humanas e sua ironia refinada. 

    Malcolm X: Uma vida de reinvenções, de Malcolm X, de Manning Marable

    Biografia ganhadora do prêmio Pulitzer de 2012 revela as muitas transformações e lutas na vida do mais radical militante antirracista dos Estados Unidos. Numerosas personagens compõem as metamorfoses sofridas por Malcolm Little, o franzino filho de uma família de negros pobres nascido numa pequena cidade do Centro-Oeste americano, até sua conversão decisiva em Malcolm X, o religioso muçulmano e incendiário combatente da revolução mundial que morreu como apóstolo da paz entre os povos.

    A menina que roubava livros, de Markus Zusak

    Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em "A Menina que Roubava Livros", livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do "The New York Times".

    Apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger

    Uma das obras mais lidas e conhecidas do século XX, o personagem principal Holden Caufield foi o ícone da rebeldia adolescente na juventude pós 2ª guerra época de lançamento do romance.

    Na história, Caulfield passa por problemas tipicamente adolescentes: confusão, angústia, alienação e revolta.

    O diário de Anne Frank, de Anne Frank

    | Foto: Divulgação

    O Diário de Anne Frank é um livro escrito por Anne Frank entre 12 de junho de 1942 e 1.º de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial. É conhecido por narrar momentos vivenciados pelo grupo de judeus confinados em um esconderijo durante a ocupação nazista dos Países Baixos. 

    O senhor dos anéis, de J.R.R. Tolkien

    A trilogia de livros de alta fantasia foi escrita entre 1937 e 1949, com muitas partes criadas durante a Segunda Guerra Mundial.

    A história ocorre num tempo e espaço imaginário, a Terceira Era da Terra Média, que é um mundo inspirado na Terra real, mais especificamente, segundo Tolkien, numa Europa mitológica, habitado por Humanos e por outras raças: Elfos, Anões, Hobbits e Orcs. 

    O grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald

    Publicado pela primeira vez em 10 de abril de 1925, a história passa-se em Nova Iorque e na cidade de Long Island durante o verão de 1922, e é uma crítica ao "Sonho Americano". O romance relata o caos da Primeira Guerra Mundial.

    O conto da aia, de Margaret Atwood

    Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo no cenário político atual, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países.

    Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, a ficção futurista ambientada num estado totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, espelha governos atuais.

    O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

    A obra literária conta a história da amizade entre um homem frustrado por ninguém compreender os seus desenhos, com um principezinho que habita um asteroide no espaço.

    O iluminado, de Stephen King

    | Foto: Divulgação

    Romance de horror clássico do escritor estadunidense Stephen King, foi lançado em 1977, o terceiro livro de Stephen King e seu primeiro best-seller em capa-dura. O sucesso do livro foi tanto que firmou King na carreira de escritor no gênero, e é classificado pela crítica como um dos livros mais assustadores de todos os tempos.

    O sol é para todos, de Harper Lee

    Romance vencedor do Pulitzer, foi um sucesso instantâneo, se tornando um dos maiores clássicos da literatura norte-americana moderna. Narrado pela sensível Scout, filha de um advogado, é uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.

     O Processo, de Franz Kafka

    O romance conta a história de Josef K., que acorda certa manhã, e é processado e sujeito a longo e incompreensível processo por um crime não especificado. O livro discute problemáticas universais, torna-se uma metáfora do destino do homem, e é objeto de estudo constante.

    Uma Temporada no Inferno, de Arthur Rimbaud

    É um poema simbolista extenso escrito em 1873 pelo escritor francês Arthur Rimbaud. É o único trabalho que foi publicado pessoalmente por Rimbaud. O livro teve uma considerável influência em artistas e poetas posteriores, como por exemplo, os surrealistas.

    Um dos poetas mais influentes de todos os tempos, Arthur Rimbaud, teve uma carreira literária curta, mas o que ele produziu ecoa indiscutivelmente até hoje na literatura, música e cinema contemporâneo